Jana Rosa

Se você diz que gosta de moda

Foi lendo Capricho que eu descobri o que era ser clubber. Dizia a revista de toda adolescente brasileira que eles eram febre pelo mundo, que usavam roupas coloridas, plataformas, cabelos coloridos, piercings, mochilas infláveis e gostavam de dançar música eletrônica por muitos dias seguidos.

Logo em seguida fui pra São Paulo de férias, minha mãe tinha um namorado que era da turma do teatro, ele queria conquistar as filhas da namorada e levou a gente no Mercado Mundo Mix. Isso mudou minha vida.

Aquela galpão cheio de pessoas modernas, livres, diferentes, música, acessórios, drag queens, curiosos, tudo junto e misturado, foi um choque de realidade pra mim, garota de 13 anos do interior. Eu realmente não sabia que poderia me vestir como bem entendesse, na minha cidade a única opção era ser igual todo mundo.

Parece que foi ontem (mas faz tanto tempo, meu Deus!), decidi virar clubber naquele dia. Mas com 13 anos, minha versão clubber não fritava na rave, eu nunca tinha ido numa balada aliás, só fiz um guarda-roupa todo inpirado, com peças do Mundo Mix, da 25 de março e da Zapping.

Foi aí que descobri que eu era estranha, voltei pra minha cidade e apareci na escola com colar de bolas coloridas, bracelete de pelúcia, unhas pintadas de azul, camiseta do Chapolin. Começaram a me tratar como louca, mas eu não conseguia mais parar de ser diferente, tinha alguma coisa muito especial acontecendo.

E quando me apaixonei pela possibilidade de ser única, conheci a tal da moda.

A moda era muito clara pra mim desde o começo, ela era ser, não era ter. Ela me ajudava a contar pras pessoas a minha história, mostrar os meus gostos, simplesmente chegando com aquelas coisas coloridas todas penduradas.

Decidi minha vida, era muito simples! “Vou ser estilista quando crescer”.

Comecei a desenhar croquis na aula de física, a sonhar com as roupas que eu usaria em cada ocasião da minha vida. Eu me imaginava adulta e pensava como eu estaria vestida quando fosse linda e bem sucedida, sempre me via de calça bailarina.

Eu era obcecada pela Erika Palomino, ela era mais que a Madonna pra mim. Levava o Babado Forte, livro dela, todos os dias na escola e lia e lia de novo. Os jovens da minha classe me diziam: você é estranha, você lê esse livro sobre gays o dia inteiro! Mas eu queria ter um monte de amigos gays, eu achava triste só ter um.

Além de usar calça bailarina no futuro eu também planejava  conhecer a Erika e ir pra balada com ela. Anos depois ela foi uma das minhas primeiras chefes, nem sei se ela lembra, foi tão rápido mas lembro sempre. Realizei o sonho, um dia consegui me enfiar num táxi dela e da turma dela pra ir pro D-edge numa segunda-feira. Entrei de graça pela primeira vez numa balada, junto com a Erika.

A cada seis meses eu ia na banca todos os dias perguntar se tinha chegado a Caras Moda, queria ver os comentários da Regina Guerreiro sobre os desfiles do Morumbi Fashion. Um dia a Directv começou a exibir os desfiles do Morumbi Fashion ao vivo, quando eles acabavam a Regina fazia os comentários na lata. Aqueles dias eram os principais do meu ano. Chegava da escola, ligava a tv e assistia um por um, emocionada por “fazer parte” daquilo. Eu sonhava que um dia poderia ver um desfile de perto.

Posso dizer que consegui tudo o que sonhava enquanto pequena clubber do interior. Conheci a Erika, a Regina, trabalhei com a Gloria, troquei tantas ideias com a Costanza. Na época que eu fazia estágio no site Chic, minha meta era que todos os estilistas e editores brasileiros me conhecessem, eu queria muito ser alguém naquele rolê.

Um a um foi me chamando pelo nome, alguns me chamando pra ir em festas na própria casa, outros pra conhecer o atelier, almoçar, alguns me perguntavam o que eu achava de tal coisa ou tendência. Sentei na fila A, ganhei jabás caríssimos, fui convidada pra festas que todo mundo queria ir, foi legal.

Depois disso veio minha fase mais sombria - mas necessária – de horror e ódio a moda. Eu estava saturada de só falar disso, só ver isso, só conviver com pessoas que trabalhavam e viviam isso. Como sou um pouco (muito) extrema demais, jurei que odiava e nunca mais queria saber desse assunto, queria recomeçar a vida sem lembrar desse passado. Fiquei um tempo com tanto pavor que passava mal de ir a um desfile, tinha ataque de pânico, me sentia ofendida se alguem que perguntava o que usar numa situação qualquer.

Foi importante esse momento de aversão total pra poder ficar longe, bem longe da moda.  Eu que via todos os desfiles pessoalmente ou pela internet, lia tudo sobre, respirava qualquer coisa que tivesse a ver, simplesmente nunca mais ouvi falar, normal girl total. Pela primeira vez na vida comecei a comprar roupas porque achava práticas, porque eram baratas ou confortáveis, porque seriam fáceis de lavar na máquina sem encolher, nunca mais abri uma revista sobre qualquer tema parecido.

Então uma coisa muito legal aconteceu, criei uma nova relação com a moda, totalmente inocente e sem vícios antigos, comecei a prestar atenção no que as pessoas usavam de novo (nesse ano estive em tantos lugares diferentes e vi tantas pessoas maravilhosas que não tinha como não olhar), voltei a sentir o tal do desejo por uma botinha diferente aqui, uma estampa ali, um novo comprimento de vestido, tudo sem saber de onde veio, cópia de quem eles eram, se era so last season ou não, puro amor e vontade de me vestir e me comunicar, como era no começo.

Voltei a me divertir com a moda, a me vestir pra contar minha história, ter vontade de dar risada dela, ser a estranha de novo. Isso me fez lembrar de tudo.

Mas dessa vez não lembrei das coisas ruins que me fizeram desencanar e sair fora desse mundo, lembrei de ser clubber e montada indo pra escola, da Regina Guerreiro falando absurdos e deixando todo mundo de cabelo em pé, do site da Erika que me mostrava tudo sobre a cultura jovem, da Gloria Kalil me aturando tão pirralha e sonhadora e continuando uma chefe chic, da Costanza fazendo maluquices quando eu pedia, com total confiança a paciência em uma blogueirinha cara de pau, da emoção que eu sentia quando começava a música alta e vinha aquele desfile, por mais que fosse um bem feio, porque eu me sentia grata por estar ali finalmente, de muitas risadas, muitas tendências horrorosas que gostei, usei e ainda espalhei pra pessoas inocentes que era legal sem pensar nas consequências (desculpem pelo batom azul), tanta coisa, tanta saudade.

Não que eu queira voltar no tempo, o que eu virei não dá pra “desvirar”, mas lembrei de todas musas e musos que tive, pessoas que realmente se interessavam, liam, pesquisavam e entendiam do assunto, mas elas não entendiam só de moda, elas sabiam de cultura pop, de música, da noite, de arte, de tecnologia, essas pessoas escreviam sobre tudo isso, entrevistavam os estilistas, mostravam o olhar delas sobre o que tava acontecendo no mundo, essas pessoas tinham algo pra falar, elas se vestiam maravilhosas ou malucas por consequência, porque também queriam estar bonitas e contar a propria história – e elas continuam fazendo tudo isso. Foi por elas que eu cresci amando a moda e querendo falar sobre ela, sem achar que precisava de muito dinheiro pra isso, porque a verdade é que só precisei de interesse, vontade e determinação, eu não tinha um real mesmo. Quando a coisa mudou e tudo virou look do dia e foto no instagram, eu não tive maturidade pra perceber que podia nadar contra a corrente e continuar ali.

Mas agora o tempo passou e eu voltei, porque eu aprendi com a Regina, a Erika, a Gloria, a Lilian, a Costanza, a Jussara, o Jorge, a Vivian, o Jackson, a Alexandra e com certeza outros que eu esqueci de citar, que é assim que se faz. E eu acho que se você diz que gosta de moda e chegou até aqui, ainda pode fazer uma difereça (nesse) mundo.

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O que você precisa saber para ir pra Rússia

Minha experiência na Rússia foi maluca e tretinha desde o começo, mas nada poderia combinar mais com a Rússia, que foi o lugar mais maluco e tretinha que estive esse ano e talvez na vida. Rússia não é para os fracos, se você não é forte, pare de ler (uma dose de drama canceriano, mas leiam até o final).

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Sempre pirei nessa igreja e quando cheguei lá fiquei chóqui e fiz um carão pra foto

Por ser um lugar tão longe, com uma língua tão diferente e letrinhas tão (quase) impossíveis de entender, eu sempre disse que adoraria ir pra lá, mas nunca realmente planejei, ia ficar pra daqui alguns anos. Só que quando percebi, tava ali do lado em Berlin e dois amigos meus estavam chegando, no fim de uma viagem que ia começar na China e acabar em Moscou e São Petersburgo. Na verdade nem pensei “vou pra Rússia”, pensei “vou ali encontrar meus amigos que a passagem tá baratinha (tipo 70 euros)”. Quando vi chegou o dia de ir, eu tinha até esquecido.

E aí começa toda a maluquice e o mau exemplo ~NÃO FAÇA ISSO EM CASA~, comprei a passagem na louca e esqueci de ver na internet se precisava de visto, mas a Aurea minha amiga tinha me dito alguma coisa, eu não lembrava se ela tinha me dito que precisava ou não, só que isso era a véspera de ir, muito crazy. Chegando no aeroporto em Berlin, a mocinha da companhia aérea me perguntou “você tem o visto pra entrar na Rússia?” eu disse “não moça, eu li na internet agora pouco que brasileiros não precisam”, ela fez uma cara de merda e chamou outro cara, eles ficaram conversando e me perguntaram “você tem certeza disso? Nunca ouvimos falar”. Pesquisaram e viram que realmente eu não precisava, mesmo assim fizeram cara de climão e me disseram “que estranho o Brasil não precisar de visto lá… boa sorte”.

Bom, eu precisaria de sorte mesmo, porque o voo era seis da manhã e eu tinha ido direto da balada, meio transtornada e ainda bêbada, tudo errado para quem viaja sozinha, que tem que ficar meio alerta sempre e não bêbada alucicrazy indo pra um lugar que não vai conseguir se comunicar. Porque claro, eu acreditava que ia falar inglês na Rússia, até chegar lá e descobrir que, pelo menos em Moscou, quase ninguém fala inglês, mesmo as pessoas do aeroporto.

E pra piorar tudo isso, cheguei com um look errado, de coturno e minissaia e meia calça inteira rasgada, que prendeu na minha mala descendo com ela por cinco andares de escada bêbada, de batom vermelho e cara toda borrada (praticamente uma Courtney Love) e casaco militar, meu uniforme de balada em Berlin, quando cheguei em Moscou todo mundo no aeroporto me olhou bem estranho, e claro que o tio do controle de passaporte encanou comigo. Ele não queria me deixar entrar porque eu fui via Alemanha. Mas teve que deixar, porque meu passaporte era brasileiro e eu também, só que fazendo uma cara de poucos amigos, que depois eu entendi que era a cara de quase todos os russos.

Assim começaram 13 dias de muita emoção, na verdade foram muito MUITO divertidos pq eu estava com dois amigos e ri muito de tudo, mas sozinha eu estaria em depressão até agora chorando.

Russinha facts:

- TAXISTAS SÃO TRETA: em qualquer lugar que você ler na sua vida sobre a Rússia, vai estar escrito que os taxistas cobram muito caro pros estrangeiros e que todo mundo leva golpe quando chega lá. É verdade? Sim, é verdade. Mas vai pegar o metrô chegando? Se chegar em São Petersburgo até rola, porque o metrô é bem sinalizado e tem os nomes no nosso alfabeto também, além de avisar em que estação você está. Em Moscou é tudo em cirílico, não tem direção de nada e não está claro nem pela cor, além de só avisar em que estação você chegou pela voz da tiazinha falando. Vai encarar? Eu não encararia nas primeiras horas, antes de sentir a maldade no coração. Então está aqui um pequeno guia para lidar com os taxistas. Eles são malditos e mal humorados, eles não falam inglês e o carro deles não é um táxi, é o carro de um tio que tá lá fazendo um freela de taxista, nenhum tem taxímetro.

Quando você mostrar o endereço de onde vai, seja seu hotel, hostel ou uma balada, eles vão olhar pra sua cara e falar o valor, se comunicando fazendo algum número com os dedos. No aeroporto eles vão te cobrar na casa dos X mil rublos. Provavelmente uns 3 mil, 2.500. Saiba que em moscou vale entre mil e 1500 essa viagem e em São Petersburgo vale no máximo mil. Quando eles falarem um valor absurdo, você tem que ser firme e mostrar que é mais criminosa(o) que eles, na verdade sempre na Rússia você tem que mostrar que é mais treta que eles, que é brasileiro malandrão (brincadeira, mas com fundo de verdade). Exemplo:

Taxista treta: “3 MIL” fazendo um trêszinho com a mão

Você fingindo que é treta: “Нет (fala tipo NÊT) 1 MIL” fazendo unzinho com a mão.

Vocês vão discutir, muitas vezes ele vai continuar falando 3, ele vai gritar, te odiar, você vai sentir medo, angústia, mágoa por ser odiado, e aí você diz “então 2″ e provavelmente depois de mais uma briguinha de alguns minutos ele vai fazer que sim com a cabeça. Caso não faça, parta pra outro taxista treta, até conseguir. Mesma coisa para valores mais baratos na cidade. Sempre vão cobrar 500 pra te levar nos lugares, mas vale geralmente 200 ou 300. Pra balada ensinaram a gente a sempre falar “TRISTA” que é trezentos, e brigar até conseguir. Enfim, entendeu que na Rússi é assim, tretinha desde o começo? Então tá.

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Moscou

- HOSTELS SÃO TRETA: Nós procuramos hostels com notas boas e bons reviews no Hostelworld e achamos os que ficamos. Em St Peters era realmente bom (MIR Fontanka Hostel), ou melhor, comparado ao padrão russo de qualidade, era um sonho. Mas talvez porque chegamos primeiro em Moscou e Moscou é team treta total, o choque foi muito grande (nome: Oh So Indie Hostel). Foi o hostel mais sujo que já fiquei na vida (lembrando que tudo já é meio sujo para nós brasileiros, povo lindo e limpo que não há igual, porém tô falando de um lugar realmente sujo) e mais estranho, com muitas pessoas morando lá, uma casa cheia de russos e ucranianos morando que ficavam de pijama o dia inteiro no computador na sala, com um porteiro no prédio que não abria a porta pra gente de madrugada e nos trancava pra fora, tivemos que roubar uma chave clandestinamente pra poder voltar a hora que quisessemos em paz. E se você acha que o hostel era barato, não sonhe, era caro e mesmo assim fiquei até doente com a sujeira e poeira do quarto feminino, além do banheiro ser tão sujo que em 6 dias de Moscou tomei 3 banhos, mas só por respeito aos meus amigos, por mim teria tomado só um mesmo pra nunca mais voltar naquele banheiro (e mesmo assim peguei uma micose no pé treta, que Dr Lena minha dermatologista princesa ficou em choque quando viu #oversharing mas sou sincerona – e já está quase sarando, obrigada).

- METRÔS SÃO TRETA: Como eu já disse ali em cima, o metrô de Moscou é muito difícil de andar, mas não impossivel. Acontece que nós tivemos uma “guia” nos primeiros dias lá, nossa amiga russa Ekata que foi um anjo e ensinou tudo pra gente. Então fomos muito mal acostumados. Mas sozinhos a gente estaria até agora perdido em alguma daquelas estações maravilhosas. O que eu mais amei da Russinha foram as estações de metrô, quem me segue no instagram (@janarosa) percebeu a obsessão, cada uma é diferente da outra e cada uma é de tirar o fôlego de linda, é um mundo subterrâneo incrível (e no metrô de Moscou tem wifi aberto, pra você fazer sua selfie com aquela beleza toda).

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- BALADA É TRETA: Chegamos em Moscou de forma triunfal, na nossa primeira noite, com nossa amiga russa e outra amiga local dela, nós fomos em quatro baladas. A primeira era de música eletrônica, mas um som meio Jurerê Internacional, fugimos rápido, a segunda era meio que um puteiro com umas russas absurdas dançando em cima do balcão e um dj maravilhoso que só tocava uns hits meio “ai ai ai Coco Jamboo”, era um sonho, sabe lá porque saímos dela e caímos numa terceira que era a balada dos hipsters de Moscou e tocava Michael Jackon e tinha muitos lindos (mas não sei falar nem escrever o nome dela e nem da outra) e de lá fomos em um pub cheio de homem bêbado e garotas de programa que queriam cobrar pra dançar com meu amigo, mas nós estávamos tão bebados que fomos embora sem fazer nenhuma amizade promissora e ficamos loucas porque passava um show da Spice Girls no telão atrás das strippers e achamos que as Spice tinham voltado.

E foi essa nossa historia de balada russa, porque em todos os outros dias nós bem que tentamos, mas sem uma companhia russa eles simplesmente nos barravam. Não importa se estivéssemos “normalzinhos”, montados, góticos, de jeans, em todas eles olhavam pra gente e diziam “Closed” fazendo um xis com os braços. E então percebemos que eles não gostavam de estrangeiro ali. No ultimo sábado em São Petersburgo, meu amigo saiu sozinho, porque eu e a Aurea já não aguentavamos mais ser barradas, deram um bilhete pra ele no hostel escrito em russo “ele está hospedado no nosso hostel, deixem ele entrar” e ele disse que era do Brasil, mostrou o bilhete e finalmente deixaram ele entrar. E na única balada que conseguimos entrar em St Peters, aconteceu a maravilhosa cena de um cara vir chamar a gente pra dançar, a gente negar e ele dizer que queria dar um tiro na nossa cabeça e que era policial. Super agradável, super hospitaleiro, a gente vazou da balada na hora, porque na Rússia nunca se sabe, a galera é maluca mesmo.

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São Petersburgo belérrimooo alucinante

- PREÇOS SÃO TRETA: A Rússia é cara, principalmente Moscou. O hostel não é barato, o táxi não é barato, a bebida não é barata e nem a comida. Tivemos um momento em Moscou de comer na praça de alimentação de um shopping e pagar 70 reais em um prato, comendo inclusive com garfinho de plástico. Um pouco mais pra frente, pensamos em sentar pra tomar um cafézinho, mas percebemos que ele custava 22 reais. Quem converte não se diverte, eu sei que vão falar isso, mas eu estava vindo de Berlin, onde tudo é barato, foi muito chocante tudo ali. E gastei todo meu dinheiro nesses treze dias. H&M e Zara li em alguns sites que também são meio caras lá, não é aquela viagem pra você refazer o guarda-roupa cheio de blusinha nova da h&m não #dicasdemodasdasitpobre. Museus e passeios também são caros, tudo é caro nessa Russinha.

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O que eu mais amei, monumento do Museu da Cosmonáutica em Moscou

- COMUNICAÇÃO É TRETA: Como já falei antes, quase ninguém em Moscou fala inglês, provavelmente todas as placas estão em cirílico pela cidade e as tias da bilheteria do museu e dos locais turísticos se incluem nesse grupo de pessoas que não falam inglês. Como se comunica? Fala com o coração tipo a Hello Kitty ou mímica, fala em português, mostra palavras e imagens no seu celular, um dia você consegue. No aeroporto é aquele baguncinha, tudo é aquela baguncinha, você fica meio maluca. Mas o problema mesmo é se sua primeira cidade for Moscou, porque você ainda não aprendeu a ler cirílico e se virar (nós aprendemos o alfabeto porque somos inteligentíssimos e conseguíamos ler o menu, algumas placas, também aprendemos a falar palavras que importam: água, cerveja, obrigada, por favor e graças a Deus vodka chama vodka). Em São Petersburgo é mais normal falarem inglês, principalmente nos restaurantes e museus. Até um taxista falou inglês comigo na hora de ir embora, ele me perguntou “Do you like music?”. Achei maravilhoso.

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Mais São Petersburgo

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E mais, Catedral do Sangue Derramado

- EXTRAS: Quase tudo no Foursquare está em cirílico, é quase impossível de usar o app. Yelp não funcionou pra mim lá, não sei se as pessoas usam muito. Os lugares fecham cedo, jantar é cedo, balada mesmo só de sexta e sábado, quem é clubber sofre por lá (sofre mesmo aliás, pois não te deixam entrar na buáti…). Existe um app que “scaneia” o que está escrito e mostra em inglês, você pode comprar o modo russo que lê o alfabeto cirílico para ler cardápio e algumas coisas que precisar, ajuda MUITO. O nome é “Word Lens”.

- MAS VALE A PENA: Se você ama História e quer conhecer esse mundão mesmo, tem que ir pra Rússia, quase tudo que tá lá você estudou por toda a vida e é surreal ver de perto, fora que são tantas coisas lindas que dá aquele calorzinho no coração de achar demais essa vida de poder ver tudo isso. Não sei se eu iria sozinha, porque deve ser meio solitário, não é um destino cheio de viajantes como a maioria dos lugares, não é um país de fácil comunicação e amizade com os locais, os dias teriam sido uma eternidade sem meus amigos. Moscou é turismo puro, mas é um dos lugares mais estranhos que eu já fui, isso é legal, fora que é deslumbrante a noite. São Petersburgo é uma cidade chocante de linda e infelizmente não peguei um barquinho pra ir pra Finlândia que fica do lado.

Quando eu saí de lá, ainda no calor da emoção, pensei que nunca mais ia querer voltar. Agora que já passaram três semanas, lembro com muito carinho daqueles dias de pura faca na botinha e muita treta, é muito, muito chique ir pra Rússia. Eu recomendo pra quem quem gosta de viajar nível profissional.

Sozinha no mundo, mas não me pede pra voltar

Eu que comprei um monte de passagens e fiquei meses olhando fotos de destinos dos meus sonhos no Google, nunca lembrei desse pequeno detalhe chamado solidão.

Eu que nunca senti saudades de nada e nem de ninguém, sinto vontade de dar uma choradinha quando acaba a aula de alemão na sexta e tenho que voltar pra casa e pensar no que fazer no fim de semana todo.

Atenção que também rola uma dose de drama, claro! Estou em Berlin, a cidade das baladas que começam sexta e acabam segunda, nunca fico sem me arranjar, conseguir companhia pra qualquer tipo de diversão ou roubada. Mas é diferente, ainda falta alguma coisa e vem uma tal de solidão que eu nem imaginava que existia.

É a sensação de estar longe de casa, mesmo que você nem tenha mais casa, longe da cidade que você estava acostumada, com sua família ali, sua turma toda de anos, o garçom do japonês que te segue no Twitter e sabe qual tipo de sushi você gosta sem você falar nada.

Mesmo eu já tendo me acostumado com Berlin, já sei andar no metrô sem olhar o mapa, sei que o caixa do supermercado do turno da noite é gatinho e evito comprar Nutella na sexta se for ficar em casa pra ele não perceber que zerei na “náite”, já sei qual H&M exatamente tem as melhores peças e recebo “Hallo” dos tios e tias das vendinhas, mesmo com tudo isso.

Fiz amigos maravilhosos, a maioria brasileiros, porque sabe como é, a gente se entende, se abraça logo de cara, se ajuda, coisa que demora milênios com pessoas de outros países realmente. Algumas pessoas torcem o nariz “nossa, mas está aí fora e foi arrumar bem amigos brasileiros? Pare de andar com brasileiros!”, mas atenção amiga, não é porque saí do Brasil por um tempo que odeio o Brasil e os brasileiros, é simplesmente que acho o mundo grande demais pra não morar um pouco em cada país. (Eu continuo sendo brasileira e queria comer pão de queijo todo dia se possível, grata!)

Apesar de tudo isso, demorou um pouco pra eu perceber que estava com essa carência de quem tá longe. Um tanto de obsessão por whatsapp com amigos sufocando as criaturas, lagriminhas na rua quando toca uma música que me lembra algo ou alguém, loucura de vontade de estar com a minha mãe. Ás vezes até falo sozinha mandando recados para o Zeca (meu cachorro), esperando que cheguem via outra dimensão.

Ah, mas já sei o que você vai dizer! Tá triste? Tá carentona? Se sente sozinha? Então volta!

Mas e aí, vou resolver tudo assim sempre? E não vou ser mulher o suficiente pra aguentar um pouco o choro e entender que nem sempre todos os seres humanos que eu amo vão estar coladinhos em mim, satisfazendo meu egoísmo sentimental manipulador canceriano?

Quando eu decidi viajar, estava no meio de uma loucura que me deixou de ponta cabeça, zicas de saúde que tinham dois possíveis resultados: um tratamento longo ou uma sorte do caralho de receber alta. Recebi alta e não pensei duas vezes, vim aproveitar minha vida do jeito que eu achava que faltava, me jogando sem planejar muito pelo máximo de lugares que pudesse conhecer.

Chegando aqui, mudei os planos de última hora e quis ficar mais em Berlin (um dia escrevo mais sobre isso, mas é realmente arriscado pisar aqui e conseguir ir embora).

Desde que comecei a trabalhar, juntei meu dinheiro pra viajar pros lugares que queria, vim pra Europa pela primeira vez assim, atacando muito de dj em lançamentos de loja com pessoas “da moda” que me maltratavam, eu odiava, mas aguentava pensando na passagem que ia comprar. Agora estou ficando um pouco mais pela primeira vez, estudando alemão pra aprender uma coisa nova na vida, vivendo uma cultura diferente, toda a experiência de estar em um lugar novo, coisas que nunca tive na vida, ou porque não tinha dinheiro ou porque só tinha férias curtas.

Eu tava bonitinha no hospital, toda espetada, quando prometi que se tivesse saúde pra viajar eu viajaria até último centavo, ou até cansar, ou até ter realmente porque voltar. A solidão e a saudade, são o preço que eu pago pra poder aproveitar esse tempo que ganhei, não se pode ter tudo.

Só que, mesmo com as dificuldades, tô feliz. Tô muito feliz.

Enjoei Airlines

Faz mto tempo que trabalho com os lindos do Enjoei, agora começamos nosso mais novo projeto queridinho e amado e legal demais, meudeus!!! Chama Enjoei Airlines, vou viajar pelo mundão garimpando as melhores delícias vintage e não vintage e mandar pro Enjoei, eles vão fazer lojinhas magníficas!

O primeiro fizemos em Barcelona, logo vem o de Berlin, o resto é surpresa! Só que a loja já esgotou (tem uma peça só), a primeira era bem pequena. Vejam o vídeo, que eu gravei cof cof me sinto a zica do vídeo, prometo que em Berlin a loja terá MUITAS peças. Amei mto mto mto

 

Medo de avião

 

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Anormal pra mim é quem se sente super seguro e corajoso quando viaja lá de cima. Se você é assim parabéns, parabéns mesmo, hein!

Na boa, o normal é ter medo, muito medo, de cada balancinho, barulho, pavor descontrolado da decolagem e horror ao pouso, vontade de pular no colo de aeromoças pra elas te consolarem abraçando e aquela dúvida na cabeça toda vez que decide viajar ou se deslocar para um lugar muito longe: “será que eu devo mesmo ir? Vou ter que entrar nesse troço pra chegar lá daquele lado…”

Bem que eu adoraria ser uma dessas anormais que acha uma delicinha pegar um voo longo, mas infelizmente sou só mais uma, aquela clássica pessoa que toda vez que chega num lugar agradece muito com os olhinhos fechados e cogita nunca mais voltar pro ponto de partida, só se for de navio ou carro.

Nos últimos meses passei pelos piores perrengues aéreos, porque nunca tinha voado tanto na vida em tão pouco tempo. Nenhum problema foi com eles praticamente, todos foram problemas comigo, com a minha cabeça.

Em fevereiro desse ano, meu medo de avião estava num grau tão irracional absurdo, que gritei com um homem na ponte aérea. Ele não desligou o iPad na decolagem e fiquei histérica, levantei quando não podia, chamei a aeromoça, troquei de assento, comecei a chorar olhando pra um cara ao lado que ficou mais em pânico do que eu, por ter uma mulher louca chorando olhando pra ele numa decolagem de ponte aérea.

Quando eu decidi largar tudo que estava certo e comprar um monte de passagens só de ida longe do conforto da minha casa linda, limpa e silenciosa com uma TV enorme e Netflix (desculpem me emocionei escrevendo isso, como pude largar isso mesmo?), só uma coisa podia dar muito errado: o medo de avião.

Como você viaja se tem medo de avião, como você visita parentes que moram longe, trabalha em outro estado quando precisa?

Comecei a escrever esse texto que você está lendo dentro de um avião, sem sentir nenhum medo, olhando a paisagem e checando a turbulência, fazendo vídeos pela janela e analisando a capacidade do piloto em fazer um bom pouso. Repare bem, a foto que abre esse post, fui eu mesma que tirei da minha janelinha! Algo impossível de se pensar pra quem tem realmente esse tal desse medo.

Mas como? Não sei! Quer dizer, sei mais ou menos!

Na hora que a coisa apertou de verdade, que comecei a dar chiliques com as pessoas, tive que pesquisar pra entender de onde vinha e pra onde iria isso. E nessa maravilhosa internet, tem links intermináveis sobre esse medo e como “superar”. Tem também uma psicóloga mega ultra especializada em São Paulo, mas com certeza é bem caro e tem até sessões práticas dentro da ponte aérea. Como eu precisava gastar meu dinheiro em cerveja na Alemanha, tive que aprender pelo Google mesmo a sobreviver.  E essas foram as coisas que mais me ajudaram e queria compartilhar agora:

- Ler TUDO sobre medo de avião no Google, sobre essa fobia, esse trauma, de onde pode ter vindo, mas também de onde pode não ter vindo, sei lá. Clicar em links de “medo de avião” já é ter muita coragem quando você tem realmente medo de avião. Porque quando você tem realmente medo de avião, você não consegue pensar nisso, já que acha que vai estar colocando a energia nesse pensamento e só por isso alguma coisa vai dar errado, tipo agora que estou apavorada escrevendo isso, ai meu Deus! Mas vamo lá!

- Ler TUDO sobre avião e como que essa parada aê funciona! Por que ele balança, por que tem tanta turbulência, por que cai aquela mascarinha e quando ela pode cair, por que faz um barulho bizarro quando sobe e por que fica silencioso quando vai descer, por que ás vezes para de fazer barulho e você acha que o mortor pifou e todos vão cair, por que apaga a luz pra pousar no escuro, por que por que por que? Quando eu virei nerds de tudo isso aí diminuiu meu pavor muito, muito mesmo, porque agora sei alguns motivos das coisas acontecerem e sou a pessoa chata que fica explicando para amigos em bar coisas técnicas de avião depois da terceira caipirinha. Sim, sou essa pessoa.

-Ler TUDO sobre as desgraças. Muito pessoal, mas acontece comigo, percebi que preciso saber detalhes de todas porque aí me sinto mais segura sabendo que está tudo bem e tenho certeza que gostaria de ser avisada por Jah caso alguma coisa dê muito errado graças ao meu conhecimento “desgraçal”, então eu leio sim.

- Ter coragem de falar sobre o medo com as pessoas. Coisa ruim em geral, quando você quebra o tabu e fala sobre, fica mais suave na vida, mais fácil, ouve umas opiniões talvez. Eu falo sobre isso com todo mundo, pergunto pra todo mundo “você tem medo de avião?” e quando a pessoa não tem, faço ela me ensinar a não ter, quando tem, bem… temos assunto pra umas duas horinhas de bar, que tal esse tema de date do Tinder? Olha a dica amorosa, não deixa passar não!

- Entender que na sala de embarque tá quase todo mundo com medo e não é uma exclusividade sua, isso nao é um sinal de que você tem um sexto sentido, é apenas medo, você não é vidente. Simplesmente todo mundo tá pensando “mãe, eu te amo! tchauuuu, merda, fudeu!”. É…

- Entender que desgraça pode acontecer em qualquer lugar e de qualquer jeito. Infelizmente é isso, pessoal! Carro é super perigoso, eu acho um pavor, prefiro ir a pé. Mas a pé pode acontecer uma desgraça também e no metrô também, na sua bike também, na sua casa enquanto dorme também. Então na boa, não vamos deixar de viver pra ficar pensando nisso (esse é um recado pra mim também).

- Entender que o celular não vai derrubar nada. E isso você pode aprender lendo sobre avião, que obviamente nem vou tentar explicar porque não tenho essa capacidade. Mas na boa, aqueles cretinos de ponte aérea que não desligam celular e iPad de birra, seus cretinos, tenho anotado o nome de todos vocês, mas vocês não vão tirar meu brilho, pois eu agora sei tudo!

- Fazer exercícios de respiração e rezar muito! Para mim funciona muito ás vezes, no começo do pânico principalmente. Pra Buenos Aires esse ano, fiquei as duas ou três horinhas da ida rezando e da volta também, me ajudou a superar, porém, duas horas rezando é pra purificar a alma de qualquer pessoa. Respirar fundo, expirar lentamente, é a dica que vai ter em todos os lugares que você ler sobre, isso é tão chato e dói a cabeça que você começa a prestar atenção que tá na bad tipo parindo em novela e nem lembra muito do voo.

- Bebida de avião e remédios, tem que tomar muito cuidado!!!! Primeiro porque aquele vinho de avião é um veneno de tão ruim, mas remédio, ai “minhas amiguinha” (dica da Palmirinha), pode dar uma merda bem grande. Tá, não vou mentir, ele pode ser muito maravilhoso porque te faz dormir ou ficar mole, meio grógue das “idéia”, mas tomei um Stillnox indo pra São Francisco e dei um vexame horroroso, abordei as pessoas ao lado pra puxar assunto com elas, perguntando o que elas achavam que tinha acontecido com o voo da Malasya desaparecido naquela semana, pedi duas cervejas (?) pra aeromoça e disse pro homem sentado ao meu lado que eu “curtia Courtney Love, se ele curtia também?”.

Depois disso, não vou mentir, tá? Tomei “unzinho” vindo pra Barcelona porque eram umas 13 horinhas, mas tomei e dormi direto, linda, acordei na Espanha bronzeada e sensual espanholita.

- Mas o que realmente funciona sempre comigo, essa é a grande dica de ouro, é pensar na Beyonça. Penso na Beyoncé toda vez que entro num avião e qualquer semi medo aparece, porque ela é maravilhosa e diva como todos sabem, mas ela deve pegar voo quase todos os dias no jatinho de diamantes cravejados dela pra fazer shows, aparições, entrevistas e ficar na praia magnífica com a Blue Ivy tirando fotos. E querida, se a Beyonça pega trocentos voos por semana e tá aí maravilhosa e superada, quem sou eu pra sentir medo? Jamais!

E assim tento levar essa vida, não vou mentir, nesse momento estou um tanto quanto maluca e desmarquei uma viagem porque a companhia era “duvidosa” no meu critério, essa semana de três acidentes bizarros foi bem difícil pra quem tem medo, ex-medo ou futuro medo. Mas pense só, com medo você nunca vai chegar num lugar que ama ou que ainda vai amar, nunca vai visitar quem ama (ou ainda vai amar), nunca vai realizar sonhos ou pelo menos tentar. Me sinto Xuxa Meneghel falando isso, mas quando eu tava indo pro México apavorada em março, pensava o tempo todo “pelo menos se der merda, tentei chegar no México”. E faz total sentido, né?

 

 

Quase famosa – como ter muitos seguidores na internet! (sem precisar da Kim Kardashian e na vida real)

Outro dia recebi um email com uma proposta sedutora, turbinar meus seguidores para muito mais, centenas de milhares, fácil e indolor, dormir gata borralheira e acordar Cinderela. Era tão interessante o email, que não consegui parar de ler, muito menos de responder para saber mais. Eu queria saber mais e mais, não conseguia parar de saber dessa proposta de “um milhão de dólares em barras de ouro virtuais”.

Nesse post mostro o printscreen  da conversa toda, ele é imenso, mas sabe como é, eu não consigo parar de dar corda e ficar chocada com como funciona esse mundo da internet, onde realmente qualquer um pode ser muito famoso, seguido e ter muitos likes em tudo o que posta.

Se você acreditava de coração que tudo que vê é verdade, pegue um lencinho de papel porque talvez rolem lagriminhas.

Começou assim:

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Atenção porque vamos falar de dinheiro!

 

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Eu, encantada com o email da criatura, respondi na mesma hora!

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Bruno, cujo sobrenome guardamos para manter anônimo, começa então sua grande saga de me tornar uma celebridade virtual

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Mas como sempre quero mais, eu não poderia me contentar só com likes e seguidores, queria comentaristas, queria confetes na minha fama!

 

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 E como sou batalhadora e tenho força de vontade, rolou sim!

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Era o grande negócio da minha vida! Atenção pra última frase: “Com likes e comentários, te deixar famosa…” Ah, que sonho, esse dia chegou! 

Mas ele tem seu preço!

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E o preço ás vezes é mais caro do que imaginamos…

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Mas eu ainda tinha algúmas dúvidas sobre esse job tão bom

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E não é qualquer um  não, viu gente!

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Giovana, Rafael? Entendiii, ok!

Depois disso, agradeci pelo orçamento, mas disse que agora não posso investir esse dinheiro na minha fama online. Que pena, ficamos de nos falar mais pra frente, caso eu esteja financeiramente pronta para enfim ser famosa., e as empresas verem que sou muito seguida e tenho muitos likes e comentários e investirem em publis comigo, para ganhar roupas porque afinal formo a opinião de milhares de seguidores que só crescem em números e likes, ser convidada para festas para postar pra aquela multidão de likes que não deixam escapar nenhum detalhe do que escrevo, principalmente aquela danadinha da Giovana, sempre comentando, sempre presente.

A vida. Ela é mesmo muito louca amigos….

(e sem preconceito algum, caso queiram o contato da agência pra conseguir ficar famosos na “websfera”, é só solicitar em jana@janarosa.com.br que dou o nome da empresa. Infelizmente não dá mais pra brincar de ajudar, pq não para de chegar vários pedidos todo dia)

Como ser famosa – aprendendo com a Kim Kardashian e seu app

Se você não sabe que a Kim Kardashian lançou um app game de celular, deve viver num mundo triste onde ninguém conversa sobre groselha e notícias do Ego (te desejo luz e muita força, mas não posso dizer que seremos amigas algum dia!).

E nem me venha com papinho de “AI, NÃO CURTO A KIM KARDASHIAN”. Minha colega de trabalho, que mala você! Kim Kardashian é uma pessoa viciante, porque você nunca sabe se ama ou odeia, se ela é gorda ou magra, se ela é chique ou cafona, se casou por amor ou por fama. E é só isso que uma celebridade tem que ter pra preencher nosso coração e o tempo que deveríamos estar gastando malhando a parte interna da coxa, mas estamos olhando o celular em busca de timelines alheias.

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Nós duas juntinhas uma vez em NY, pena que eu era celebridade E e ela era de cera

KIM KARDASHIAN: HOLLYWOOD é tão altamente viciante que pode ser chamado de nova droga sais de banho, novo chocolate na TPM, algo mais alucinante do que acompanhar o instagram da Thaila Ayala pra ver se não vai ter jeito dela algum dia aparecer cheinha numa foto. Fortes emoções envolvidas.

E precisa ser forte mesmo, porque o mundo das celebridades não é pra qualquer um. Ele é dificil, ele é cansativo, você tem que fazer coisas que todos acham legais mas no fundo são chatas, fingir que gosta das pessoas que fingem que gostam de você em troca, tem que ter determinação demais e até gastar algum dinheiro pra investir nos seus sonhos.

Eu que sou uma celebridade A no jogo, número 12 no meu ranking atualmente, vim aqui dizer algumas verdades sobre os ensinamentos da Kim caso você queira ser uma grande celeb um dia, no app ou na vida!

Verdades do jogo da Kim (que como alertou a Nina Lemos, é melhor ser mantido longe das crianças)

- Basicamente a meta do game é você virar uma celebridade e vencer em Hollywood, assim como a Kim, claro!

- É bagaceiríssimo o caminho da fama na vida real, mas em Kardashian Hollywood ele é super fácil e romântico, vai! Pra quem não lembra, a Kim sempre foi de uma família de grana, mas “BATALHOU” muito pra chegar onde chegou (e chegou querida, hoje ela tem mais seguidores que a Beyonça no instagram, tá boa?). Ela foi stylist de famosas tipo Lindsay Lohan, amiga da Paris Hilton (pra mim essa é a mais sofrida), teve seu filme pornô com o namoradinho exposto, foi gongada pela Anna Wintour de entrar naquele baile do MET que o povo da moda paga o maior pau. Kim comeu o pão que o diabo amassou com diamantes.

- Assim como a Kim, sua subceleb sonhadora começa no jogo como vendedora em Los Angeles, uma mocinha com muita esperança em vencer. E quem começa a te ajudar na carreira é ela, claro, a Kim! E ela te ajuda a ser modelo hahaha. Infelizmente não tem a opção ser atriz ou apresentadora no game, Kim arruma isso agora!

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Kim me deu muita força no começo e o melhor aconteceu, meu aníver no jogo foi no dia do meu verdadeiro aníver ahahahahahaha

- Basicamente você passa o jogo inteiro posando pra campanhas, capas de revista e fazendo presença em eventos miados. Mas a parte boa é que começa como uma celeb E e tem que virar uma celeb A-list, isso te dá uma garra, uma força, sangue nozóio, você precisa ser famosa a qualquer custo!

- No meu caso fiquei tão alucinada com a ideia de ser uma celebridade que comprei com dinheiro de verdade dinheirinhos e estrelinha que são a moeda da Kim, presenteei um boy celebridade D pra tentar seduzi-lo e chamar a atenção da mídia namorando (o tipo de dica que o jogo dá e na vida real funciona caso você conheça o pessoal do Ego e consiga armar um flagra) e ele me disse que nem tava afim porque eu não era famosa.

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Meu primeiro date, a Kim que me apresentou ela é muito generosa! A mídia me notou graças a ela!

- Basicamente o caminho da fama é esse, fazer um monte de presença de loja e evento tosco também, pra sair em galerias de fotos de site e talvez na microfoto da Caras e fingir que é amiga de famosos em camarotes pra ser seguida no instagram por eles e, SE DEUS QUISER, eles te marcarem numa foto do instagram bombado deles. Isso na vida real, porque “GRANDE FALHA” não tem instagram no game da Kim, tá louca??? Coloque já!

- Outra meta na sua vida é comprar muito. Muita roupa, tipos de penteado, sapatos, bolsas, acessórios, casas, móveis, carro pra parar de pegar metrô. E a guru Kim avisa “quanto mais você gastar seu dinheiro comprando e tendo coisas, mudando o visual, mais vão te achar famosa e mais famosa você vai ficar”

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Tive que andar muito de biquíni por aí pra virar celeb B.

- Dinheiro atrai dinheiro, por isso pra crescer nessa vida ruma ao estrelado, você tem que ir nos cabelereiros bombados, usar roupas de marca e postar que está em jantares de restaurantes caros. Caso contrário, seja para sempre uma celeb E pobrinha, fofinha.

- Sempre tem a fofy que diz “Não tenho tempo pra essas merdas”, mas não vamos enganar ninguém ok? O tempo que você fica nesse jogo é aquele que você fica lendo sobre opiniões políticas vergonhosas dos seus coleguinhas no Facebook e o casamento da Clarina no Twitter. Dizem que o povo parou de usar o Grindr pra ficar jogando isso, porque tudo na vida é saber agendar suas prioridades. Eu vejo bem menos o instagram agora, foi uma glória, mas jamais deixaria de entrar no Tinder por causa da Kim, afinal ela torce muito pela minha felicidade.

- Em nenhum momento sua celeb come no jogo, só bebe ás vezes e come uma refeição cara pra impressionar um date. Na vida real é assim também, pra ser famosa, esqueça a comida.

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Minha carreira de model bombando e a Kim sempre muito gente boa e amiga tru!

- Escândalos, sex tapes e casamentos bafos com boys errados não existem no jogo e realmente é dificílimo ser uma celebridade A se envolvendo com trasheiras, mas seria apenas maravilhoso poder gravar uma sex tape virtual da sua celebzinha pra ganhar pontos, enquanto está no metrô sentada do lado de uma velhinha.

- Tem uma mina cretina e também famosa chamada Willow Pape que fica tentando te tombar no jogo, ela fala mal de você, é a puxadora de tapete, na vida real tem várias, elas fazem exigência pra que não coloquem seu nome no job, fazem birra pra te demitirem se for necessário, te chamam de querida e postam coisas fofas nas redes sociais e falam mal de você pro cabelereiro e pro stylist. Cuidado!

- Depois que você fica famosa no jogo, nunca mais pode ser normal, o Simon seu empresário não para de ligar, você não pode mais curtir, não dá pra namorar um menino que não seja celebridade nem andar com pessoas normais, porque isso não agregaria likes. Assim como na vida real, pode reparar, quanto mais famosa a pessoa fica, com menos pessoas normais ela anda e mais na pizzada do Faustão ela vai.

- Essa vida de famosa é um saco, porque no meu caso por exemplo, tenho três casas, uma em Hollywood, uma em Miami e uma no México (estou orçando de comprar uma em NY) mas mal acabei de decorar ou fiquei sequer um segundo nelas, sempre tenho que fazer uma aparição bombástica ou posar de biquíni. Mas não vou desistir do jogo, ainda faltam algumas fases pra completar, só porque preciso chegar nelas pra ver as próximas roupinhas que posso comprar para todos pagarem pau pra mim (virtualmente, vamos deixar claro).

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Mais um dia no estúdio, mais uma capa pra PopGlam, essa sou euzinha, famosérrima!

A verdade das verdades é: não tem preço lutar pra ser uma celebridade deitada na sua cama, de pijama, sem ter que fazer isso na vida real. Trocar de roupinha, achar o máximo um babyliss virtual ou já jogar logo um coque e um maxibrinco, mas enquanto isso ficar com pomada na cara e cabelo preso no grampo!

Meu tipo de programa favorito, Kim, super obrigada por tudo amiga!

Quanto exatamente você gastou pra fazer essa viagem?

“Viajar não precisa ser tão caro quanto parece e dá pra eu juntar meu dinheiro e sair por aí. Mas você pode me dizer exatamente quanto gastou em tudo pra eu saber quanto vou ter que economizar?”

Olha, infelizmente eu não posso. E nem seria justo fazer isso, porque cada um define o seu barato e o seu caro. Tem amigas minhas que falam “ai fiquei num lugar super baratinho” e quando vou ver, era um hotel 4 estrelas que eu jamais olharia (barato pra elas) e tem gente que não gasta nem um centavo com nada, perto dessas eu me sinto rica, porque também não me poupo de tudo.

Então dizer: gastei exatamente tanto, queridinha! Pode acabar desencorajando muita gente. Mais fácil falar do que TODO MUNDO pode fazer barato, de como diminuir os gastos da sua viagem pela metade ou mais da metade e por aí você calcula sua viagem.

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Uma foto de Paris pra animar!

Economizando em viagem, na escala de riqueza Kardashian:

- Hotel 1 de economia, nível Kim Kardashian na escala it pobrística

É uma delícia ficar em hotel, ai como é bom! Aquela cama enorme só pra você, sendo arrumada todos os dias, lençóis limpinhos trocados sempre, banheiro com todos seus “produtinhos” (falei igual it rica agora, diz ae) espalhados. Uma TV com os canais que você gosta e os canais locais, serviço de quarto pra quando estiver com ressaca ou preguiça, aquele café da manhã delicioso, ser mimada, meudeus, sinceramente enquanto escrevi esse parágrafo me escorreu uma lagriminha.

É maravilhoso hotel mesmo, mas a notícia é a seguinte: se você quiser viajar barato, mas barato mesmo, esqueça que ele existe. Guarde pra sua lua de mel, pra quando sua mãe te pagar uma viagem ou pras MARAVILHOSAS viagens a trabalho que colocam a gente em hotel de rica (amém SENHOR, saudades de trabalhar na TV).

Quando hotel vale a pena: viagens em família, viagens em casal, quando você tem muitas milhas e pode pegar um quase de graça, quando viaja com uma amiga rica que tem pavor de hostel e é uma viagem de compras, viagens de SUPER INVERNO pra ficar num edredon maravilhoso, resorts em praias particulares maravilhosas, daquelas que se ficar de fora tem que frequentar o pedacinho loser da prainha pública.

Ah, mas não dá pra ficar em hotel mesmo? Olha, até dá! No Booking sempre aparecem promoções, algumas vezes sai até o mesmo preço de hostel, porque eles colocam promos relâmpago de última hora, então dependendo da sua sorte, pode rolar e pagar de Kim Kardashian pras suas amigas postando sua jacuzzi (brincadeira! APENAS PAREM DE POSTAR FOTO DE QUARTO DE HOTEL SUAS CAFONAS, GRATA).

- Airbnb 2 de economia, nível Kim Kardashian fase sextape na escala de fama e dinheiro

Houve uma época muito distante, onde alugar um quarto no Airbnb era barato. Eu consegui viajar nessa época e aproveitar, mas agora tô quase virando uma pessoa contra esse site de preços absurdos exploradores. De qualquer forma, em Barcelona aluguei um quarto na casa de um menino. Não foi tão barato quanto hostel, mas não foi tão caro quanto hotel.

Por exemplo (to inventando os valores mais ou menos, porque não vou entrar no Google pra ver senão vou dispersar desse texto), num hostel com notas boas no verão em Barcelona, num bairro legal tipo o Born, seria entre 25 e 35 euros a diária, um airbnb entre 35 e 60 e um hotel deve começar por 90, entendeu?

A parte boa é que você tem um quarto só pra você, ou pra você e sua amiga. Super privacidade, que realmente é uma coisa muito maravilhosa de ter, pode fazer sua bagunça, chegar bêbada às 4 da manhã e acender a luz, coisas que em hostel não dá. Divide o banheiro com o dono da casa e pode até ter outros hóspedes que estejam em outro quarto, mas geralmente é muito limpo e uma pessoa nem vê a outra (sempre que alugar QUALQUER coisa no Airbnb leia muito os comentários sobre limpeza, segurança, simpatia do dono).

Também pode usar a cozinha da casa, a geladeira, cozinhar suas refeições, algo que já vou falar e é muito importante pra quem quer economizar.

A parte ruim é que alugando um quarto, não é tipo sua casa naqueles dias, não pode receber visitas de amigos, paqueras, gatinhos do Tinder. Não pode dizer no bate-papo do UOL que tem local, infelizmente.

* Alugando uma casa inteira no Airbnb você pode chamar quem quiser, não divide banheiro com outras pessoas e brinca de casinha na cidade onde estiver. Mas o preço já chega perto do nível Kim Kardashian luxuosa de hotel se está sozinha, se estiver em turma pode ser muuuuito negócio!

- Hostel 3 de economia, nível pessoa humildona que fica do lado de fora do Castelo tentando tirar uma foto da Kim Kardashian no casamento dela com o Kanye porque é fanzoca

* Estamos falando aqui de quarto compartilhado, deixando bem claro*

Se você quer gastar MUITO POUCO mesmo em hospedagem, não tem outra alternativa (até tem, o couchsurfing que te recebe de graça em casa, mas eu ainda não testei e pelo que percebi, é mais pra ficar no máximo 3,4 dias na casa da pessoa).

“Ahhh, mas você pode falar quanto exatamente custa hostel?”. Fia, não posso, porque cada lugar tem uma base de preço, lymda.

Primeiro, uso sempre o HostelWorld pra encontrar um bom hostel, que para mim tem que ter 1- BOA LOCALIZAÇÃO, LIMPEZA, SEGURANÇA (de preferência acima de 85% de nota) e 2- NÃO SER UM PARTY HOSTEL (aprendi com a vida e sou velha, não quero gente gritando e xóvens de 18 anos correndo de cueca porque tomaram droguinha no banheiro das meninas *quando essa gente nasceu eu não era mais BV*)

No México por exemplo, os hostels não chegavam a 10 dólares a diária, já paguei em Londres 20 libras de diária ou até menos, na Espanha uma média entre 25 e 30 euros, em Paris vi os preços e achei todos caríssimos, não lembro agora. Pesquisando minhas próximas viagens já achei hostels na base do 60 reais a diária e outros que eu poderia comprar o hostel inteiro de tão baratos (depende do país que você vai).

Quer ver quanto vai custar esse seu sonho de ir pra Paris, de ir pro Peru, de ir pra Tailândia, minha amiga dona de casa? Comece pesquisando a sua passagem e quanto custa a diária de um bom hostel que te seduz.

Quer ficar mais barato ainda em hostel? Procure com menos porcentagem de localização, segurança e limpeza (nossa que corajosa, mas a senhora é destruidora mesmo!). Quarto misto também sempre é mais barato. Mas eu não fico porque quarto de menina é mais limpo (alguém notou que meu TOC de limpeza é maior do que o da Monica do Friends?).

No hostel também tem café da manhã geralmente. Coisa que no Airbnb você não terá. Já peguei cafés da manhã nojentos, já peguei maravilhosos, nos comentáros que as pessoas deixam depois de se hospedar você sente o que vai enfrentar e pode saber mais sobre o local. LEIA TUDO SEMPRE ANTES. TUDO DE TUDO. Para não ter surpresas.

“Aiii, tá bom, já calculei tudo da passagem e hostel, você pode me dizer agora exatamente quanto vou gastar com comida, bebida, transporte, museu? Muito obrigada”

* atenção, nesse momento do texto eu esqueci a escala Kardashian e comecei a escrever de um jeito nada a ver com o começo*

Comida

Se você quiser economizar MESMO, você vai acordar e tomar um café da manhã violento no se hostel. Sem contar as calorias e esquecendo que glúten e barriga negativa existem na sua vida. Que é pra não sair na rua com fome, querendo tomar cada sorvete que vê.

Agora se quiser economizar MESMO, MESMO, MESMO, você tem que preparar seu almoço e jantar na cozinha do hostel. A melhor forma de economizar viajando é ir ao supermercado mesmo, comprar as coisas e preparar, não tem jeito.

Mas eu entendo, é difícil voltar toda hora pra cozinhar, porque você quer aproveitar o dia na cidade e ir parando pra comer. Quando é assim, eu me coloco um limite do quanto posso gastar por dia. “Ah, acho que 15 euros é o que posso gastar por dia em comida. Ou 10, ou 20, ou 30″. Como eu disse, depende do que é barato pra você, pro tanto de dinheiro que você juntou.

E aí preste atenção por onde passa, veja os cardápios, use o Foursquare pra achar restaurantes legais e baratos perto. Lembre que existe gorjeta, 10%, que a Coca light ás vezes custa caro, lembre de tudo. E defina quanto pode gastar.

Jantar fora custa caro perto da nossa casa e em qualquer lugar. Claro que depende muito do lugar, aqui em Berlin pago uma conta de comida e muitas bebidas por 15 euros e em São Paulo ela custaria pelo menos 120 reais, mas você que tem que saber se pode aceitar o convite dos amigos pra ir naquele restaurante mais bonitinho.

Transporte
Provavelmente quando viajar você vai acabar fazendo muitas coisas a pé, pegando metrô e ônibus, as formas mais baratas de transporte, claro. Mas fique sempre ligado nos bilhetes de uma semana, ou X dias, que podem sair mais barato do que comprar um ticket cada vez que for pegar o metrô.

Táxi depende muito da cidade onde estiver. Já fui pra lugares de táxi tão barato que só andava de ricona (contei aqui de Bogotá), mas geralmente ele é caro. Mesmo assim eu pego quando tá muito tarde da noite e estou com medo de voltar pra casa sozinha. Em qualquer lugar do mundo, é um procedimento meu e ganho meu dinheiro pra gastar com essa segurança, então no meu orçamento sempre tem o “táxi bêbada 5 da manhã”, se for importante pra você coloque também.

Mas a melhor economia de transporte é na hora do aeroporto. Ir de metrô, trem, ou pegar o ônibus que vai pro aeroporto e em toda cidade sai de algum ponto central, sempre compensa muito. Já fiquei em hostel que tem vanzinha que você marca e te leva super barato, alguns também tem um busão coletivo que passa em vários buscando os hóspedes. Sempre é MUITO mais barato do que pegar o táxi no aeroporto. Muitas vezes eu faço essa economia maravilhosa, mas dependendo da cidade e da minha mala, também invisto na ida de táxi bem ostentação da lymda. Cidades que não sei falar a língua direito e o povo não fala inglês, chegar tarde da noite, lugares com fama de perigosos, aí vale a pena gastar nesse táxi e ser Kim Kardashian mesmo.

Bebida e balada

Se você não pode gastar, saiba que vai viajar, vai ver os pontos turísticos, vai andar muito, mas não vai ferver tanto assim pelas buátis. Porque você já sabe, balada é uma coisa sempre cara no orçamento. Mesmo que seja um país onde nosso dinheiro vale bastante, ou um país onde tudo é baratinho. Sempre vai custar alguma coisa pra entrar (15 euros hoje, 30 dolares amanhã e por aí vai), a cerveja vai custar 70 centavos no supermercado e 3 euros no bar, 5 euros na balada. E aí você vai gastando seu dinheiro sem perceber, claro, porque é tão gostoso ficar ali bebendo e aproveitando.

Eu, do fundo do coração, acho muito triste viajar sem poder beber num bar legal e sair pra dançar, porque viver a noite de um lugar é tão importante quanto viver o dia. Mas se é seu sonho ir pra NY, mas tá apertada, vai ná fé, pula os drinks de rhyca, faz seu turismo honesto e um dia você volta pra gastar seus dólares na noite. De verdade.

E não se esqueça que todo lugar tem um esquema “buteco” mais barato que dá pra achar e se estiver calor, vai ter parques ou praia pra você comprar sua bebida no supermercado. Então nem tudo está perdido! #DicaZecaPagodinho

Museu e afins

Só um lembrete, depois de calcular passagem, hostel, quanto pode gastar por dia com comida, quanto pretende gastar em cachaça, quanto pode gastar em transporte total, NÃO ESQUEÇA de pesquisar quanto custa a entrada de museus, lugares turísticos, coisas que quer visitar. A gente sempre cai nessa de chegar na cidade e pagar 18 num museu aqui, 10 pra ver a cidade ali de cima, e quando vê está sem dinheiro e não sabe onde gastou.

No mochileiros.com (eu amo, eu entro, pesquiso muito) muitas pessoas contam o itinerário exato que fizeram pra cada lugar que você buscar, tiram dúvidas, algumas contam exatamente quanto gastaram em tudo até, e aí dá pra descobrir preço de entrar em cada coisa. Mas pelo site também dá pra achar, a internet tá aí pra ser usada!

Roupa e make, afinal você também é filha de Deus

Ah, nem sei por onde começar, aqui a coisa complica! Na primeira vez que vim pra Europa eu era uma jovem sonhadora da moda, fiz a clássica de vir com a mala vazia e enfiar um monte de roupa e tranqueira nova dentro, além de comprar uma segunda mala enorme e encher inteira. Porque dependendo de onde você vai (comparando com o preço de roupa e sapato no Brasil, praticamente qualquer lugar) você acha roupa linda baratinha, sapato lindo baratinho, acessórios incríveis, makes com o preço real, sem os milhões de impostos do Brasil. aiaiai, é difícil.

Mas nessas vezes que viajei e comprei muitas coisas, eu tinha juntado meu dinheiro exatamente pra isso, ser feliz na H&M, na Topshop, em lojinhas desconhecidas de novos estilistas. E é super válido juntar seu dinheiro e se dar esse presente, comprar cada centavo do que trabalhou pra voltar pra casa feliz cheia de botinha.

Agora é engraçado, porque estou há 40 dias longe de casa, tem uma H&M no quarteirão do lado e não comprei NADA lá. Nem uma calcinha pra contar a história. Porque eu sei que não posso e nem quero gastar com roupa agora, no meu orçamento nem cabe essa ideia se quiser viajar por mais tempo. E sinceramente? Juro, de verdade, nem sinto vontade de olhar as lojas.

Pra não falar que não comprei nada, quando cheguei na Espanha fui na Zara e comprei duas camisetas que eu adoro, tipo Mônica, tenho várias sempre. Na H&M comprei dois shortinhos baratinhos porque não trouxe e tava 40 graus, mais duas camisetas de 5 euros cada na promo. E infelizmente um vestido lindo de 13 euros na Forever que rasgou no mesmo dia.

Nenhum sapato, nenhum acessório, nenhuma maquiagem. Nem sei onde tem Sephora aqui em Berlin, aliás.

E se você quer muito conhecer um lugar e não tá com dinheiro pra atualizar o guarda-roupa, chore, faça força, pense em imagens de campos verdes ensolarados, mas não gaste o dinheiro que não tem em um monte de roupa. Mesmo porque a emoção do momento de comprar um caminhão de vestidinho por 150 euros é demais, mas você precisa de NO MÁXIMO um pra ficar bonitinha no parque domingo.

* Outra coisa, cair na do cartão de crédito nessa hora é roubada tripla. Você vê que seu dinheiro da viagem tá contado, mas você quer muito todas aquelas coisas que parecem tão baratas, você fala “foda-se vou comprar, eu mereço”, passa seu cartão, parece que arrasou. Quando chega em casa a fatura vem alta (afinal duas compras de 150 euros que você se acha a rainha, custam mil reais no seu cartão – quem converte não se diverte, mas desculpa te avisar).

Fármacia, muito cuidado!

Outro lugar pra ter MUITO cuidado dependendo do lugar onde for: farmacinhas! Elas podem ser muito deliciosas, tipo aquelas de NY e Londres, cheias de coisas lindas, fofinhas, de maquiagem, cabelo, pele, cílios, unha, secadorzinho mini, demaquilante hypado, produtos que você não sabem pra que serve mas viu num blog de beleza, aaaahhh socorro! Já gastou 100 dólares nessa entrada, sai daí AGORA!

Lembrando o mantra toda hora: 80% dessas tralhas que você compra na emoção de viagem você esquece e nunca usa. EU JUROOOOO

Presentes, muito muito cuidado

Querida, a verdade é uma só. Quer viajar gastando pouco? Não inventa de levar presente. Já avisa todo mundo no Facebook, já deixa bem claro. Um trocinho de 3 euros aqui, uma lembrancinha de 5 euros ali, um globinho de neve de 7 euros ali. Quando viu já gastou horrores, a mala aumentou um kg e meio (tenho pavooor de mala pesada) e quando entregar seu presente as pessoas vão agradecer, enfiar numa estante e não vão querer saber da sua viagem porque vão estar olhando pra timeline delas do instagram. Fim.

E digo mais!

Seja realista sempre

Mesmo eu, que escrevi tudo isso, que pratico tudo isso, tenho meus momentos CREIZI de gastar com alguma coisa muito fora do orçamento. No México esse ano fiquei maluca e comprei todo o artesanato mundial, comprei presentes pra todos também. Em São Francisco comprei materiais de desenho e pintura e acessórios pra computador e câmera no cartão de crédito em um momento de FODA-SE, obviamente não estou usando nenhum deles, mas meu cartão veio absurdo e até chorei no dia.

Se você decidiu “posso gastar 5 mil reais em tudo dessa viagem” ou 2, ou 3, ou 10. Saiba que sempre pode acontecer de você acabar gastando a mais comendo fora, a balada vai estar muito legal, pode não conseguir não comprar tudo. E tá tudo bem, na próxima vez você se segura mais. Só que minha dica então é ter um dinheiro reserva pro caso de pagar um cartão de volta de viagem, que é o maior vilão de tudo. Porque você volta zerada, mas 15 dias depois chega aquela fatura milionária e ter que dividir aquilo é pior ainda.

Escolha bem o lugar

E por último, uma forma bem fácil de viajar gastando pouco e saber quanto vai gastar. Faça uma lista dos lugares que quer ir e pesquise quais tem a passagem mais barata, estadia mais barata e seu dinheiro vale mais. Se tá com pouco dinheiro, não precisa começar por Londres onde a gente é mendigo, se tá médio mas queria muuuuuito ir pra Europa, onde o euro custa absurdos pra gente, escolha países onde a hospedagem e a vida é mais barata (tem mil listas disso na internet, países e cidades que você gasta menos aqui). Quer muito ir pra Asia, veja os países baratos pra viajar também, e invista na passagem, mas pague pouco lá. Ou viaje pra países onde você é riquíssima, como a Bolívia e compre terras.

E em breve volto com outro texto enorme, que começa com uma linguagem, acaba com outra e cansei no meio de falar de Kardashian, ai meudeus, que confusa!

Tá viajando é porque é rica?

Irmã, se liga na bobagem que você acabou de falar. Não precisa ser rica pra viajar.

Eu te juro, olha só: escrevo esse texto no aeroporto, feliz que vou pra mais uma cidade que amo, enquanto isso minhas amigas devem estar na Marginal Pinheiros, duas horas no carro, chegando em casa onze da noite, passando o sábado no cinema do shopping, contando os dias pro feriado. O que isso tem a ver? A maioria delas tem MUITO mais dinheiro do que eu tenho, algumas são realmente ricas, cabelo sedoso, bolsa de marca, tem casamentos pra ir em Trancoso (e eu não sou rica, só fui juntando dinheiro enquanto trabalhava, meu cabelo tá podrinho, minha bolsa comprei no México, nunca pisei em Trancoso).

Deixa eu explicar melhor, não tô falando de tirar férias, todo mundo tem as suas, ou deveria ter (se você trabalha sem direito a férias é melhor rever seu trabalho e seus direitos). Nas férias você pega seu dinheirinho e vai pra praia, NY em parcelas, pro sítio, fica em casa atualizando os seriados que ama.

Tô falando de viajar, viajar é diferente.

Quando você decide “eu quero VIAJAR, quero ir pra tal lugar, quero ficar um tempo em tal outro lugar, ver tal coisa, fazer tal outra coisa”, você arruma sua grana.

Trabalha mais, economiza, para de tingir o cabelo no salão e compra a caixinha de tinta pra fazer em casa, nunca mais compra um maxicolar de 300 reais, dá seu jeito.

E na boa, nao tô falando “ai como é fácil economizar dinheiro e juntar e viajar, lymdas!”, demora muuuuito tempo pra isso, decidir fazer uma viagem longa é um plano de mais de ano, o meu começou em 2012.

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Eu sou rica em pôr do sol lindão!

Quando você decide viajar e não tirar férias rapidinho, você aprende a ficar em hostel baratinho nem tão confortável como sua cama, não janta nunca mais em it restaurante das cidades que visita, não compra um monte de roupa na H&M (passa a achar 10 euros absurdamente caro e tem pavor de mala pesada). Rua que tem Chanel e Miu Miu, você nunca mais sabe onde fica.

E na hora que descobre que o dinheiro que juntou pode render dias, meses em lugares maravilhosos que te fazem feliz, você faz ele render mais ainda, vive com muito menos, jamais lembra de querer a maquiagem da temporada, nem passa pela sua cabeça olhar o duty free do aeroporto.

Viajar tem muito mais a ver com coragem do que com dinheiro. Entenda isso.

Tenho menos dinheiro que minhas amigas, mas saí de um emprego até que legal, disse não pra outros trabalhos que pareciam legaizinhos, porque já tinha algo na minha agenda, tinha decidido viajar, dar um tempo, ver minha vida de longe e pensar nela um pouco (Retorno de Saturno bombando). Se tivesse ficado em casa, continuaria trabalhando, ganharia mais dinheiro, talvez aí estivesse quase rica, mas nunca ia saber como era largar tudo e viver com o que eu tinha por um tempo, dá pra entender?

Claro que dá medo, muito medo, medo o tempo todo! De voltar e nunca mais arrumar um trabalho, de gastar todo o dinheiro que juntou e nunca mais conseguir comprar uma passagem pra um lugar desconhecido legal ou pagar um aluguel, de perder alguma coisa muito interessante que vai acontecer perto de casa enquanto você estiver fora.

Mas sinceramente, acho que no fim tudo dá certo, a vida simplesmente continua, nunca ouvi falar de ninguém que arruinou sua vida porque deu um tempo pra sair por aí viajando.

Na verdade sempre é o contrário, você volta sabendo mais, conhecendo mais gente, falando outras línguas com fluência, ganha todo tipo de cultura, desde trash até política sobre cada lugar que passa.

Mas na boa, sentir medo? É melhor sentir esse medão e frio na barriga de vez em quando de ” meudeus, e quando eu voltar, hein?”, do que ficar apavorada em casa vendo TV e imaginando como gostaria de largar tudo e fazer a louca pelo mundão, mas não tem coragem de sair do emprego, namoro, cidade, vida mais ou menos que tá te entediando.

Viajar, que não é férias, é cair nesse mundo e ver “qualé mermão”, é um negócio que jamais teria a ver com ser it rica, é um tempo pra viver a vida, aproveitar ao máximo, aprender um monte de coisa e depois ver o que faz, se volta do mesmo ponto, se recomeça, se não volta nunca mais e vende pulseirinha na Guatemala feliz pra sempre, é tipo ver aquelas mensagens de autoajuda do pinterest e pela primeira vez não se sentir mal porque não tá vivendo hoje.

E repare bem, essa é a verdadeira riqueza, e juro, ela custa muito mais barato do que você imagina.

Barcelona pela terceira vez – e como as coisas mudam

Algumas pessoas morrem de pavor de viajar pros mesmos lugares, porque querem fazer o War no planeta. É realmente muito gostoso dizer que conhece 20 países, mesmo que tenha ficado 4 dias em cada um deles, o que não é muito meu rolê. Eu gosto de chegar e ficar na cidade sem pressa, dormir até tarde se estiver de ressaca, ter dias livres, ir onde as pessoas que moram nela vão, comer o que comem (até enjoar e sentir saudades da comida que minha mãe faz). Bem assim.

Então nunca me importei em voltar pra um lugar que amo, com a urgência de “Meu Deus, preciso conhecer o lugar tal que ainda não fui AGORA”. Não, não, eu gosto daqui, me deixa voltar aqui o quanto quiser.

E tem toda a parte de como a gente muda. Estive em Barcelona três vezes, com diferença de anos entre elas, nunca fui a mesma, nunca senti as mesmas coisas, nunca tive as mesmas experiências.

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Mano Picasso morou aqui

 

Agora por exemplo, voltei e descobri a resposta pra uma pergunta que sempre me fiz “se amo tanto esse lugar, porque não vou morar nele?”. E entendi que eu amo sim, me sinto feliz sim, quero voltar sempre sim, mas não quero morar. Ainda não é essa minha cidade (falando com voz de Alvaro Garnero). É São Paulo? Talvez seja e eu perceba daqui a pouco, talvez eu encontre outra, mas talvez eu busque pra sempre e enjoe pra sempre, seja infeliz pra sempre, reclamando pra sempre (apenas um pouco de drama e emoção na conversa).

Fiquei dois anos sem ver minha cidade do coração. Juro que praticamente todos os dias pensei nela, em como queria estar nela, morar nela, viver aqui, completamente obsessiva. Aí quando decidi fazer uma série de viagens no final do ano passado, e praticamente larguei tudo pelo meu tour, comprei minha tão sonhada passagem pra 2/6, de volta pra minha casa, pra minha terra do Gugu.

Mas sei lá, eu mudei (realmente, muito, mudei muito mesmo) e algumas coisas que antes eu achava o máximo, tipo festa todo dia, vida loka sem limites e meninos de 22 anos, eu acho um porre agora. Então voltei pra BCN toda véia, sem paciência pra galera que viaja em turminha pra tomar todas e causar o tempo todo nas baladas, meio Porto Seguro dos europeus no verão, que ainda nem começou mas é como se já fosse, e tudo já começa a lotar loucamente.

Mas Barcelona é só isso? Claro que não! É uma das cidades mais lindas, maravilhosas, que dá vontade de esmagar que já fui. E apesar de ser turística – e muuuuuito, principalmente no verão – não é das mais caras pra curtir (já que em Londres e Paris por exemplo sou mendiga), você senta num restaurante fofinho cheio de gente bonita, bebe, bebe, bebe, come algo, bebe, bebe e dá uns 12 euros no final da noite. Maravilhoso.

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Filas eternas de um turismo com lembranças

 

Quem não conhece tem que ir logo, ver todas as coisas bonitas do Gaudí com filas enormes pra entrar, se perder no Barrio Gótico e no Raval, cair na roubada de comer num restaurante perto das Ramblas ou do Passeig de Gràcia, ir na praia lotada (caso goste de praia, eu sou gótica) ou naqueles restaurantes meio playba na beira da praia tomar drinks caríssimos, comer tapas até o colesterol explodir, ficar feliz que está na Espanha e comprar Zara e Mango e Bershka toda hora. E ficar feliz que vai jantar às onze da noite e beber todos os dias, bem no clima da cidade. Claro que menos domingo, porque quase tudo fecha e não sobra nem uma Zara pra contar a história.

Mas quem conhece deve voltar também, pra curtir a cidade sem as obrigações turísticas, e aí realmente é um sonho, muito delícia.

Fiquei duas semanas (com três dias rapidinho em Paris visitando os amigos e comendo crepes de Nutella) e me dediquei ao que BCN traz de melhor mesmo, diversão, curtição e conhecer pessoas malucas em bares, mas com muitas horas de sono e sem obrigação de riscar nada no meu caderninho turístico.

Como a cidade é sempre mais ou menos a mesma, dessa vez algumas coisas me chamaram mais a atenção.

- Como sou velha perto dos turistinhas loirinhos e das menininhas de shortinhos com a metade da bunda pra fora (saudades da bunda e perna que eu tinha e reclamava nos meus 18 anos…).

- Como a Sala Apolo continua demais de segunda, mas realmente só dá criança (com 28 foi a minha despedida desse rolê zoeira de segunda a noite).

- Como eu nunca tinha aproveitado o Born, nunca ia pra lá e dessa vez fiquei lá, ai que bairro fofo dos sonhos cheio de bares legais pra ir de um em um!

- Como sempre tem um novo bairro legal que quando você fala que gosta de um esse já era e agora é moderno gostar de outro. Tipo o Born já foi, agora é sei lá qual!

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Born seu fofinho

 

- Como tem muito mais restaurantes japas lá agora, mas continua sendo caro e triste comer japa pra nós que estamos acostumados a comer rodízios magníficos no almoço do meio da semana.

- Como é legal o Piknik Eletronik que acontece aos domingos nos meses de calor!!!

- Como é delicioso que agora tem várias hamburguerias gostosas, mais precisamente o Kiosko, que tem hamburguesas do tamanho da nossa cara gorditas, uma mega fila e só pessoas belíssimas alimentando a celulite que elas não tem.

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Pqpppppp delíciaaaa

- Como o Raval continua legal e com brechós maravilhosinhos! E perto do Macba tem vários restaurantes que na minha última vez não existiam e amei todos.

- Como as Ramblas são mico e a Boqueria tem sucos deliciosos e frutinhas, mas infelizmente não dá nem pra andar direito.

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Sucos na Boqueria, vai na fé

- Como é gostoso comer aquele monte de tapas, mas elas nos matam aos poucos com tanta fritura, óleo, carboidratos aiaiai (não estou pagando de fitness não, é que minha saúde tá zoada no quesito colesterol e tenho que parar de viver a base de doritos nessa vida)

- Como é maravilhoso voltar pra casa de madrugada a pé sozinha, sussa porque todo mundo tá fazendo o mesmo!

-  Como é demais achar que tá fazendo um negocião ao comprar cerveja quente de um paqui de madrugada.

- Como é maravilhoso ver filmes no cinema dublados em espanhol!

- Como temos que tomar cuidado com a bolsa e os pertences sempre, porque onde tem turistas e multidões tem os ziquinhas furta cel e passaporte.

- Como o Manchester bar só toca os róquezinhos que a gente curte, mas tá dando uma galerinha não tão guapa (infelizmente não fui no Magic dessa vez).

- Como é triste que agora tem que pagar pra entrar na parte mais legal do Parc Güell, onde antes dava pra dormir no sol no meio da tarde de boa.

- Como é bom ir de bar em bar até tudo fechar, como é ruim não ter um lugar de larica que represente na madrugada.

- Como é mara que quase todos os lugares tem wifi aberto e fácil de usar!

- E como é fofo que eles falam ui fi e não uai fai <3

- Como as pessoas bonitas não usam Tinder (ops, esse não tem muito a ver com a cidade, desculpem).

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Foto de praia porque as pessoas adoram praia

Acabei de chegar em Madrid e COF COF COF *estou fazendo um post* (#blogueira) então não dá pra colocar tantas imagens, afinal hoje tem jogo da Espanha (já já) e quero ir pro bar poaaarran!

Mas quem quiser acompanhar minha trip, no instagram @janarosa posto tudo que possível com localização pra inspirar e entrar nas anotações de quem tá afim de vir. E venham, venham merrrmo. Vem ki tem! Depois conto de Madrid e de sabe onde irei depois daqui.

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