Jana Rosa

Hostel em Berlin – Alcatraz Backpacker Hostel

No fim dos meus dias de euro, fui me despedir de Berlin, essa cidade que já contei aqui que amo tanto. Sempre me perguntam sobre hostels em Berlin nas redes sociais ou no email, mas só tinha ficado em hostel anos atrás, na minha primeira visita e acho que aquele nem existe mais.

Então como fiz essa trip conhecendo hostels com o Hostelworld, aproveitei esse tchau pra conhecer o Alcatraz Backpacker Hostel, em Prenzlauer Berg.

Alguns hostels famosos de Berlin ficam em Mitte, o centro da cidade ou perto do metrô Warschauer, onde muitos jovens vivem a vida noturna (sdds juventude), Prenzlauer Berg é um bairro fofo, perto dessas duas “regiões”, só que cheio de restaurantes e bares e ao mesmo tempo cheio de famílias e jovens e predinhos lindos e biergarten e ruas que te valorizam – como eu chamo lugares bonitos que te deixam parte de uma cena bonita. Se tem um lugar que tenho até medo de ficar muito porque vai me dar vontade de viver uma vida linda em Berlin, esse lugar é Prenzlauer Berg.

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bairro fofo

Agora mais sobre o hostel e sobre o bairro:

- O Alcatraz fica muito perto do Mauerpark, que tem feirinhas e o karaokê ao vivo famoso de fim de semana, quem nunca foi tem que ir, dessa vez eu acabei nem indo, mas é um passeio fofo e perto dele tem mais restaurantes e bares pra visitar.

- Metrô, ônibus, tram, todos os transportes ficam a poucos metros e chegam na cidade inteira, é muito fácil. Ir pro aeroporto de lá também é muito simples e dá pra ir a pé pro Mitte em poucos minutos e é uma caminhada delícia.

- O hostel fica numa parte MUITO segura da cidade, que já acho muito segura, mas Prenzlauer acho um pouco mais segura, acho que deu pra entender depois de falar a palavra “segura” tantas vezes.

- Além dos muitos restaurantes, sorveterias, cafés e lojinhas perto, tem mais lojas e cafés e restaurantes logo ali no Mitte, além dos museus e de grande parte do rolê turístico, dá pra fazer tudo a pé ficando no Alcatraz. Ou dá pra ir de bike também, porque dá pra alugar bikes no hostel.

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quintal fofo

- O Alcatraz não é um party hostel, é um hostel tranquilão, em um bairro que eu acho bem tranquilão. O que é bom em Berlin, que é uma cidade fácil de ficar maluca o tempo todo, ter uns minutos de paz é bom também, pelo menos pra curtir uma ressaca.

- Fiquei em um quarto sozinha que tinha um banheiro compartilhado com um quarto de um casal, limpeza ok, banheiro ok. O preço de um quarto sozinha é R$ 146,26 em um quarto misto de quatro pessoas R$64,01, achei bom esse preço hein.

- Tem cafá da manhã que pode ser pago todo dia antes de comer, mas não provei porque quis aproveitar os cafés do bairro e os brunchs maravilhosos que tem ali perto.

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também tem happy hour

- O hostel tem uma recepção que fecha 1 da manhã e uma sala comum, depois disso você tem a chave pra entrar. Também tem um quintal que as pessoas usam pra comer – podem usar a cozinha para preparar refeições - e beber, conversar, usar o computador.

- As pessoas que trabalham no Alcatraz são uns amores, acho que de todos os hostels que conheci nessa temporada foram os mais legais (tá bom, junto com os maravilhosos da Croácia), prestativos e “conversadeiros” trocaram várias ideias comigo, super simpáticos. Única pena é que a internet só funciona nas áreas comuns, hellow gente como assim que mundo é esse que a internet não chega em todos os cantos, ajudem as irmãs que trabalham do computador.

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sala pra usar a internet

Quem ficar no Alcatraz depois me conta se não quis mudar pra Berlin e morar nesse bairro com uma vida tipo filme e cabelos ao vento.

Stalkeie o hostel:

Alcatraz Backpacker Hostel 

No Facebook

Hostel no meio do fervo – Maverick City Lodge, em Budapeste

Budapeste foi a surpresa da minha vida. Que cidade incrível, rolou o maior arrependimento quando cheguei e percebi que só ia ficar dois dias, porque realmente queria ter ficado mais, mas nesse tempo tão curto consegui ver quase tudo o que queria e consegui me divertir muito, meu que cidade é essa? A galera curte nível pesadão.

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Olarrr

O Hostelworld me mandou pra conhecer o Maverick City Lodge, um hostel que fica localizado no meio do fervo. É que Budapeste é uma cidade famosa também pelos party hostels malucos e pela vida noturna e pelo que entendi muita coisa acontece no centro, então esses hostels ficam perto de muitas baladas, pubs e bares, pelo menos era no meio disso tudo que eu tava.
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O Maverick do lado de fora
Nos meus dois dias em Budapeste, andei muito pra ver a cidade e tudo o que conseguisse, também andei muito para comprar roupas, já que a Vueling perdeu minha mala e eu cheguei só com a roupa do corpo, um look impossível de usar, tava fazendo 37 graus. Então sem mala e sem roupas, aproveitei pra nadar, porque Budapeste tem os famosos banhos termais e piscinas lindas com água quente, fria, com sauna, que você pode pagar pra usar. Melhor coisa pra fazer com 37 graus na cabeça, fora que são lugares lindos, onde você se sente meio num filme.
Uma notícia maravilhosa, além de Budapeste ser uma cidade linda, cheia de jovens e pessoas lindas pelas ruas e cheia de festas, muitas festas, é uma viagem barata. Fiquei em um quarto misto de quatro pessoas, o valor é entre R$65 e R$ 77,19 porque no fim de semana é mais caro. Comida e bebida, pelo que entendi também não são caros, mas não posso dizer com certeza, uma vez que sou a louca da conversão e a moeda lá é o Florim, também naquele esquema de 400, 5000 que me confunde demais, a ponto de ter ido embora cheia de moedas na bolsa, que não sei se sou uma milionária ou se não valem nada, mas talvez tenha que voltar lá pra gastar tudo.
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Agora aquelas infos sobre essa mini passagem nadadora:
- O Maverick é um hostel super bem localizado mesmo, além de todo o fervo perto eu fiz tudo a pé ou peguei metrô e ônibus MUITO fácil, muito amor por cidades fáceis de se encontrar. Quando chega a noite, as ruas em volta do Maverick lotam de pessoas saindo, indo pra algum bar, são grupos enormes de jovens, que imagino que estavam maiores ainda porque era o verão europeu e eles viajam muito nessa época.
- Os serviços do hostel são ótimos, eles super prestativos pra te ensinar a pegar um transfer do aeroporto ou para ir pra ele, a andar pela cidade, dar dicas. Também teve uma noite de degustação do drink local (que esqueci o nome, talvez por efeitos de drink local) enquanto eu tava lá.
- O Maverick não é um party hostel, mas não vejo problema nisso, já que ele fica a alguns passos do Szimpla, um pub famoso e enorme de Budapeste que tem até fila pra entrar e acho que foi o lugar mais fácil de conhecer pessoas que já fui. A cada passo que você dá alguém puxa assunto com você e é meio loucura tudo o que pode acontecer. Quando ele fecha, todo mundo vai andando pra outros lugares ou festas, com a turma que já estava antes misturada com a turma que acabou de fazer ali. Os bares dos “locais” também ficam perto pelo que me explicaram, mas nunca cheguei neles.
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- A internet do Maverick é ótima, funciona em todos os lugares, meu único momento não muito feliz foi o banheiro do meu andar, que apesar de grande é um só pra todas as minas e que fica quase o dia inteiro um caos. Depois da experiência da limpeza em Dubrovnik, acho que se eles repensassem o esquema de horários para limpar o banheiro seria perfeito.
- Não provei comidas típicas, só drinks mesmo, esse é o nível do passeio. Ah e no hostel tem uma cozinha compartilhada que todo mundo pode usar, mas não tem café da manhã, ia esquecendo de dizer.
- Quase perdi o voo na hora de ir embora por motivos de loucurita, perdi o shuttle pro aeroporto, foi muito intenso, se for pra Budapeste não marque seu voo de manhã, que cidade! Quero muito voltar um dia mas tenho até medo de não ser tão legal como dois dias conseguiram ser.
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Stalkeie o hostel:

Maverick City Lodge

Site: http://www.brazilian.hostelworld.com/hosteldetails.php/Maverick-City-Lodge/Budapeste/82182

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Hostel pra fazer amigos – Villa Angelina, em Dubrovnik

Quem não quer ir pra Croácia? Gente, eu queria muito, sempre quis! Então beleza, de Amsterdam fui pra Dubrovnik buscar o sonho da Croácia própria e tentar entender porque todo mundo ama esse lugar encantado.

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Uauuu
Acontece que quase não cheguei lá e até pensei em desistir, perdi o voo e foi outro caos pra chegar (estão sentindo que em cada post tem muita emoção? Pois é, tô viajando com emoção dessa vez, algo que nunca tinha acontecido nessa intensidade), mas olha, se eu não tivesse ido pra Croácia seria uma pessoa menos feliz, porque fui muito feliz em três dias de Croácia que me sobraram. E nunca disse frases tão ricas na vida, porque qualquer frase que você fala com a palavra Croácia no meio já fica uma mistura de Narcisa com Val Marchiori e champagne na mão, com toda a razão.
Minhas opções eram Dubrovnik ou Split e eu até decidi ir pra Split e conhecer Hvar e fazer a milionária da ilha, mas de última hora não sei porque comprei a passagem pra Dubrovnik e decidi ir pra lá, acho que tinha que ser mesmo.
Minhas quatro noites viraram três noites graças ao voo perdido por motivos de lesada mesmo, que viraram dois dias em Dubrovnik e um dia em Montenegro, um mini país que fica muito perto de lá e dá pra ir de carro em poucas horas.
O hostel que fui conhecer com o Hostelworld é o Villa Angelina, um tipo de hostel família, daqueles que funcionam em uma casa, bem pequeno. Eu já tinha ficado em um hostel desse tipo no Atacama, o Campo Base e por coincidencia tive uma experiência parecida com o Villa Angelina, foi um dos melhores lugares pra fazer amigos e viver uns dias felizes também.
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A vista do Villa Angelina, nada mal
O Villa Angelina fica dentro da muralha de Dubrovnik, na cidade velha que é linda e também o lugar onde gravaram alguma coisa de Game of Thrones, pelo menos é isso que me falaram muitas vezes, mas acreditem eu sou a única pessoa que AINDA não assistiu Game of Thrones e tava ali boiando, me perdoem por essa.
Agora vou listar fatos sobre Dubrovnik e sobre o hostel, tudo junto e misturado como sempre:
- Fiquei em um quarto de 9 pessoas misto no Villa Angelina. Tava com saudades da baguncinha de muita gente junta, foi ótimo porque cheguei e em minutos conheci várias delas e já saimos juntos e ficamos três dias fazendo coisas juntos, isso porque as pessoas eram muito legais, tipo aconteceu no Atacama que as migas e migos são minhas migas e migos até hoje. Ah <3
- Mesmo em um quarto com tanta gente e só um banheiro (além de outros dois banheiros no andar térreo), o banheiro era super limpo e o quarto também. Eles limpavam o banheiro umas três vezes por dia pelo menos, nunca tava transtornado ou zuado. E eu amo hostels limpos! Ah também tem uma cozinha que todo mundo pode usar pra tomar café da manhã e cozinhar, super tranquila de usar.
- O preço pra ficar nesse quarto é R$133.12. Dubrovnik é um rolê carinho, restaurantes carinhos, drinks carinhos e os passeios pras ilhas próximas e pra Montenegro ou Bósnia são carinhos também. Mas poxa, tá na Croácia, vale a pena! E quando digo carinho é tipo caro turístico, 15 euros um jantar talvez, mas não sei converter, sou suspeita.
- O dinheiro de lá é a Kuna e é maluco, porque é tudo 100, 200, 300 e aí já era, eu me perco quando é assim. Não sei se gastei muito, se gastei pouco, desisti, porque o app de converter em reais e euros também é uma ilusão que mostra o euro de 2013.
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Passeio na muralha
- Fui de mala porque eu nem sabia que ia pra Croácia quando trouxe uma mala e chegando na cidade velha tive que subir alguns degraus e descer alguns degraus, naqueles 90 graus que faz lá. Se for pra lá vá de mochilão porque dentro da muralha é tudo assim. E a cidade velha é uma mini cidade que você conhece em horas, depois pode passear pela muralha, pegar barquinhos e ir pras ilhas, ir pra um país novo ou até ir nas praias de Dubrovnik que não são as super famosas de Hvar e de ilhas paradisíacas, mas são bonitas e a água é limpa, dá pra nadar ou ficar de boa.
- As pessoas que trabalham no Villa Angelina são MUITO legais! Dão dicas e tão super interessadas em conversar e ajudar, não são tipo “trabalho em hostel mas odeio quem viaja” que infelizmente pode acontecer.
- Sempre me falaram que a Croácia é “TOP” pra quem gosta de beber e sair e a galera lá é quebradeira mesmo. Até vodka num balde eu bebi e nem vodka eu bebo. Dubrovnik é uma cidade pra conhecer gente, pra se divertir, pra ter umas histórias malucas e pra entrar no clima antes de partir pras ilhas torrar no sol, minhas amigas do hostel foram e eu fui embora com o coração partido de fake dark, queria ter ficado mais ou queria voltar logo e queria leva todos os meus amigos lá. Gente conquistei o sonho da Croácia própria sendo it pobrinha! Venci na vida, fala sério!
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A portinha do Villa Angelina <3

Hostel pra ir em turma ou turistar – Meininger, em Amsterdam

Eu tinha uma tristeza no coração que era nunca ter ido pra Amsterdam. Sempre quis, mas nunca cheguei lá, então decidi que essa seria a segunda cidade do meu roteiro com o Hostelworld.

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 que linda, linda!

Cheguei de ônibus em uma viagem longa e cheia de tretas que me deixou transtornada, mas isso conto depois, no meio de tanto caos tive muita sorte de ir conhecer o Meininger, porque o hostel fica do lado do ponto onde chegam os ônibus das outras cidades. Então esgotada, acabada, só tive que andar alguns metros pra encontrar uma cama (e ela era super confortável).

Como tô conhecendo tipos diferentes de hostels, essa foi a vez de ficar em um daqueles enormes. O Meininger deve ter muitos quartos, porque toda hora chega muita gente na recepção pra fazer check in e check out e são grupos e excursões enormes, algumas até com a mesma roupa tipo escoteiros. Por aí já percebi que ele é realmente bom pra ir em grupo de amigos, também porque não é um party hostel e apesar de ter um “bar” na entrada que é onde o café da manhã é servido e dá pra ficar a noite, não vi momentos de mega socialização lá, parece que as pessoas usam mais pra fazer um esquenta antes de ir pro centro da cidade aproveitar Amsterdam ou para ficar depois de chegar de um dia inteiro batendo perna.

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A entrada do Meininger

Eu nunca tinha ficado em um hostel perto de uma estação mas longe do centro, que é o caso do Meininger, e apesar de ser super fácil chegar na estação central de ônibus dia e noite, não tem a mesma dinâmica de estar no meio do fervo e poder voltar pro hostel e sair do hostel a hora que quiser, tudo precisa de uma preparação e planejamento.

Por isso o Meininger é bom pra quem quer turistar, porque turistando você acorda se arruma sai e só volta quando realmente cansou pra dormir até o dia seguinte. Foi mais ou menos o que eu fiz, porque em Amsterdam fui muito turistinha como não era fazia tempo. Mas depois conversando com minha amiga Aurea e com uns holandeses que conheci, entendi que Amsterdam é um lugar muito turístico mesmo. Não que eu não tenha me imaginado morando em várias casinhas, com meus looks combinando com aquelas ruas fofas, mas não sei se eu aguentaria tanto grupo de jovens de férias da escola na minha rua.

Acho que tinha que ter ido pra Amsterdam mais jovem e com várias migas, não rolou um match de diversão comigo lá, na verdade rolou um match de achar a cidade linda e tirar mil fotos, gastar todo meu dinheiro em museu e fazer uma food trip provando vários restaurantes com nota boa do Foursquare, percebi que sou uma pessoa Jordaan e não Red Light District e que gosto de tomar vinho em algum lugar bem lindo e conversar, me achei super fina percebendo isso. Amsterdam também foi um lugar que tive muita saudade da minha irmã, porque acho que com ela eu teria me divertido muito, sei lá toda hora eu queria estar com ela, então fiquei meio melancólica pensando em voltar logo pra casa e passar bastante tempo com minha maldita mais amada.

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Aura, que saudade de você me liga maldita!

Ah, e tive a sorte de estar na cidade bem no fim de semana da Gay Pride, que durou vários dias. Imagina que esse ano estive na Parada Gay de SP no carro do Netflix e na Gay Pride Amsterdam, que ano maravilhoso!

Agora minhas impressões do hostel:

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Bar do hostel

ams2- meu quarto era privado com banheiro e brilhava de limpo e tinha tudo novinho. Percebi que o Meininger é meio um hostel hotel, porque a minha parte era tipo hotel e tinha limpeza do quarto todo dia, etc.

- o hostel tem café da manhã que custa algo em torno de 7 euros (agora não lembro o preço exato) e apesar de ter muitas opções não comi nenhum dia, porque tava sempre lotado nos horários que eu acordava e também porque quis aproveitar os restaurantes fofinhos perto dos canais pra tomar brunchs olhando barquinhos.

 

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food trip, pijama apertado

- existem passeios que dá pra fazer daqueles básicos que se encontram em um ponto da cidade e custam alguns euros, eu vi por exemplo que tinha um pro Red Light pra conhecer melhor e acho que ir ver um show de sexo ao vivo também, mas não tenho certeza.

- apesar de ficar longe do centro é muito fácil de chegar e sair de ônibus ou tram (o trenzinho da rua), fiquei com medo de leve a noite da estação perto do hostel porque era muito vazia, mas acho que é seguro andar por ali, no dia que cheguei e saí a tarde um cara muito bizarro me falou umas coisas malucas e tentou me botar medo, mas ele tava loucão com um amigo e não acho que foi o lugar o problema, o problema eram essas duas pessoas malucas.

- um quarto só pra você custa em torno de R$ 379,82, para ficar em uma cama de quarto misto a diária sai R$ 179,81.

- gastei uma grana em Amsterdam porque os museus custam caro, comer não é tão barato, ainda mais conhecendo restaurantes e provando tudo, mas no hostel tinha uma cozinha que eu poderia ter cozinhado se quisesse, não cozinhei.

- no bar do hostel existem algumas opcões de lanches tipo sanduíches e nachos e acredito que algumas bebidas, mas os jovens também compravam no supermercado e ficavam bebendo nas mesas do lado de fora.

- tinha muitas famílias viajando juntas e grupos enormes de gringos e gringas aproveitando o verão europeu. Apesar de uma frequência bem variada achei que tinha muita gente bem novinha no hostel, tipo fim do colegial ou começo da facul e viajando com os amigos pra Amsterdam pra curtir. Por isso nem posso dizer se tinham muitos bonitos porque me sentiria mal de falar dessas pessoas que nasceram quando eu já nem lia mais Capricho (brincadeira, não sou tão velha assim).

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Excursão chegando

- internet ótima! aleluia irmãos!

- na hora de ir embora peguei um trem pro aeroporto e a estação também fica a alguns metrôs e a 10 minutos do aeroporto, facilidades pra chegar e partir super boas.

- mas pra vajantes sozinhos não é o paraíso, talvez também por eu ter ficado em um quarto sozinha que deixa a gente mais isolada, mas não é um lugar que você vai super sentar numa mesa e conhecer uma turma maluca que pode ser sua. Então se for com vários amigos ou família, se jogue!

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Happn + Spotify

Já falei aqui sobre o Happn que é um app de paquera que mostra quem cruzou com você por aí, pessoas que você viu mas não teve a chance de falar por algum motivo e pessoas que você não viu mas estavam no mesmo lugar ou muito perto de você.

Eu adoro o Happn, desde que comecei a usar virou o meu app de paquera preferido, em todos os lugares que vou dou aquela olhadinha pra ver como tá o movimento e a beleza por perto, então fico feliz em voltar a falar dele aqui.

Desde junho o Happn se uniu ao Spotify (outro app que amamos muito) e tem novas funções, dá pra fazer uma playlist no seu perfil e dá pra mandar músicas para os seus “cruches”, que são as pessoas que deram um coraçãozinho na sua foto e receberam seu coraçãozinho e que agora podem trocar mensagem com você. Eu já tinha visto a presença do Spotify mas não tinha me aprofundado, agora testando fiquei pensando que essa opção da música é mara.

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Quem usa apps de paquera sabe que dá pra perceber muito rápido e em poucas mensagens se a pessoa é legal, chata ou besta e a partir daí ter vontade de conhecer essa pessoa ao vivo, conhecendo o gosto musical dá pra saber melhor ainda se vocês tem algo em comum e se esse date tem que ser marcado ou não. Tem algumas coisas na vida que são muito importantes pra gente saber se deve ficar com alguém, são elas signo, gosto musical e ascendente.

Já é uma ajuda pra gente stalkear o gosto musical dos matchs e vai que as músicas daquela playlist são todas boas, pode ser sua alma gêmea te esperando no aplicativo.

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Mas é super difícil e demorado fazer minha playlist no Happn? Você me pergunta. Não! Na verdade é fácil e rápido. Funciona assim: no seu perfil do Happn você tem que se conectar com o Spotify, em seguida é só adicionar suas músicas preferidas em “Minha seleção musical”. Pra mandar uma música pra alguém é só perceber que ao lado da caixa de mensagem tem uma notinha musical agora, clique nela e busque a música que quer. Pronto!

Quem tem conta Premium no Spotify pode escutar todas as músicas que vê em algum perfil ou recebe por mensagem inteiras, quem não tem pode escutar 30 segundos da música.

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Quem não tem Happn ainda – demorou hein – clique aqui pra baixar! E agora todas empenhadas em fazer a melhor playlist pra impressionar os bonitos e deixo vocês com esse vídeo performático com dancinhas hahaha.

HAPPN X SPOTIFY from LITTLE BIG MAN production on Vimeo.

Party Hostel de boa – Copenhagen Downtown, em Copenhagen

Começando minha saga nos hostels que o Hostel World me trouxe pelo Copenhagen Downtown Hostel, em Copenhagen, Dinamarca.

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Copenhagen fotogênica

Escolhi começar em Copenhagen porque é uma cidade perto de Berlin, de avião seria rapidinho, mas claro que adoro complicar e decidi ir de ônibus porque “Nossa, adoro viajar de busão, sou super roots, vai ser o máximo”. Pior ideia! Demorou muitas horas a mais do que o previsto, o espaço era micro, minha perna não cabia dobrada, cheguei moída e muito mais doente do que eu tava (eu estava gripada nos últimos dias em Berlin).

Decidi Copenhagen também porque combinei com um amigo de ir “junto”, mas chegando lá ele fez outro rolê e fiquei doente e carente, porque fiz todos os filminhos na minha cabeça que seriam 4 dias incríveis em que eu estaria em bares e festas rindo com a cabeça para trás igual rica e conhecendo pessoas lindas e… nada disso, cheguei desmaiada quase que literalmente.

Mesmo zicada gripada, cheguei na parada do ônibus e fui rapidinho pro hostel a pé, em 10 minutos de calçadinhas maravilhosas pra puxar minha mala até lá, muitos pontos a favor.

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Copenhagen Downtown

No Copenhagen Downtown tive a sorte de ficar no quarto sozinha, digo sorte porque fiquei dois dias meio de cama e quando é assim, ninguém merece dividir quarto com uma doente acabada e nem a doente acabada com ninguém. Foi demais porque apesar do quarto bem básico com cama e um banheiro (sem chuveiro, porque o chuveiro ficava no banheiro compartilhado, já falo mais) era bem confortável e tinha edredons quentinhos (como podem ver meu filminho onde eu estaria arrasando em festas virou reparar no edredon quentinho).

Um quarto sozinha custa R$ 381,39 a diária. Dividindo em um quarto de 4 minas R$129,78, no misto 6 camas R$124,48.

Copenhagen Downtown é um party hostel de leve. Tem um bar na entrada e ferve até bem tarde, as pessoas ficam todas nos puffzinhos na calçada dele, lotam as mesas, tem double drinks, o que é otimo porque tudo em Copenhagen é muito muito muito caro, já até tinham me avisado pra levar umas vodkas e oferecer shots pras pessoas sendo assim a pessoa mais legal da cidade. Mas é um party hostel de boa, porque as pessoas se divertem mas não vi ninguém causando, berrando, alucinado, coisas que podem acontecer em party hostels muito intensos.

Mas vem cá, Copenhagen é cara quanto? Bem cheguei de Berlin, aquela cidade onde é legal ser pobreloka, onde só comi comida natural saudável 4 semanas me sentindo rainha e então tive que sobreviver no Mc Donalds que custa “mil reais”, chateadassssa. É que as coisas lá são caras e a moeda que é a “Coroa Dinamarquesa” é dinheiro de gente rica e país rico ricaço, tentei não converter nada em momento algum pra não me desesperar. Só gastei dinheiro com alimentação básica, semi passando fome porque sou mão de vaca viajando, o smørrebrød que comi, sanduichinho aberto local que foi tipo um lanchinho leve, custou em torno de 30 reais, socorro!

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pãozinho de rica

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bar do hostel

Amei esse link do Chicken or Pasta sobre Copenhagen, é meu site de viagem preferido e fiz meu roteiro por ele. Felicidade, bikes, design, muito mara essa cidade, sem falar que é fotogênica, muito fotogênica, me segurei no instagram, mas lotei a timeline mermo, sorry galera.

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Pirei!!!

Acho que em dois dias semi viva e semi de cama conheci 65% do que queria:( Mas aqui vão highlights da cidade e do Copenhagen Downtown misturados do meu jeitão:

- a segurança dessa cidade é chocante, não estou acostumada com isso dsclp sou de SP.

- o hostel venceu o prêmio de limpeza 2015 Hostel World e é limpo mesmo, limpíssimo. Os banheiros compartilhados do meu andar pra tomar banho eram tipo brilhantes de limpos (eu amo limpeza).

- café da manhã 65 ddk que são basicamente 10 euros que são basicamente 39 reais no cartão, berenice segura vamos bater, sim a Dinamarca é caríssima. Tomei café da manhã lá dois dias, é um basicão gostoso com pães, frios, cereais, nutella, algumas frutinhas, ovos mexicos, salsicha, café, suco. E coma quanto puder! Os dias que tomei café da manha foram meu almoço porque aprendi nos hostels que café da manhã você come o quanto consegue pra só se alimentar muito mais tarde.

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mais bar do hostel

- a melhor opção pra comer lá deve ser com certeza comprar no supermercado e cozinhar, tem uma cozinha no hostel que todo mundo pode preparar suas refeições e parece bem boa.

- no bar do hostel também tem sanduíches, pasta e pizzas, comi uma pizza no meu segundo dia de cama, é enorme, custa quase 50 reais, mas gente se for pensar é quase o preço de São Paulo, meu parâmetro de cidade cara (tô brincando mas falando sério, eita SP).

- walking tour 10:45 de graça e ipads também de graça pra usar. Wifi tbm de graça, mas não funciona muito bem no quarto, achei mancada!

- as 18:30 tem jantar grátis para as primeiras 40 pessoas que chegarem no porão que também é um lugar que vira meio que uma baladinha no fim de semana e tem shows ao vivo.

- a frequência do bar do hostel é de hóspedes jovens e algumas poucas famílias, nível de beleza alto com alguns momentos mais emocionantes.

- apesar do bar mal ouvi barulho, ouvia umas músicas a noite meio de madrugada mas eram boas, não me incomodou.

- acho que pra ir sozinha é perfeito, muita gente sozinha e todos socializam muito, principalmente porque as mesas do bar são grandes e compartilhadas.

- localização ótima, perto de museus e muitos locais turísticos e da rua de comércio do centro, facilidades mil, tentei andar por outros bairros e fiz tudo a pé. Como eu queria ter andado de bici na cidade das bici, mas gente não to acostumada com bici e ah, esqueci de falar, choveu todos os dias, até comprei um guarda-chuva, então tive que andar mesmo, mas andando vi metade da cidade, o que foi ótimo tambem porque essa cidade é linda.

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- se eu tivesse escolhido ficar no hostel viajando aleatória teria amado. Críticas pra não dizer que só puxei saco dos bróders: queremos wifi melhor no quarto para pessoas que quem sabe estejam doentes e não podem curtir o bar à noite e gostariam de ver Netflix comendo Oreo (que deve custar 50 reais) e um locker de malas que não tenha que descer uma escada surreal pra guardar e depois subir carregando todo o peso, pense nas irmãs e nos irmãos, quem sabe até uma próxima nessa Escandinavia, se o real melhorarrrr.

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fura olho do bem

Um dia notei a presença de um menino ruivo de cabelo comprido, alto e magrelo no recreio. Era 97 mas não vou mentir que sabia o que era grunge, eram os Hanson que faziam minha cabeça e me deixaram encantada por aquele cabeludo que tocava bateria no sarau da escola.

Como canceriana, boba ou apenas uma garota de 12 anos mesmo, comuniquei todas as minhas amigas que estava perdidamente apaixonada por Luis André. No dia seguinte, todas elas também estavam.

Viramos da noite para o dia amigas inimigas, focadas no mesmo propósito, que era o primeiro beijo, ficamos obcecadas pela idéia, enquanto tentávamos nos destacar na fila da cantina, esperando para comprar um enroladinho de salsicha. Quem seria a escolhida do Luis André?

Antes da palavra stalker existir, talvez no mundo, com certeza em Araraquara (e da internet em uma casa e do celular, do instagram, buzzfeed, do twitter, de tudo que conhecemos hoje como vida) viramos maníacas perseguidoras do Luis André. Descobrimos o telefone da casa dele, o endereço, nome do irmão (Paulo) nome da mãe (desculpa, esqueci), altura, peso, signo (seria áries?) e quanto tirou em matemática no terceiro semestre. Começamos a nos infiltrar por toda a escola, cada amizade era muito estratégica e que vencesse a melhor, o prêmio seria o ruivo tímido de 13 anos que andava olhando para o chão sem olhar para os lados. Ficamos amigas dos amigos dos amigos, das amigas dos amigos, das amigas das amigas, dos amigos das amigas, dos amigos, das amigas e um dia finalmente ficamos amigas dele, aconteceu.

Não precisávamos mais passar trote na casa do Luis André e desligar na cara ou
jogar bombom sonho de valsa na varanda e sair correndo (pode nos agradecer por essa hein, cara) ele agora falava com a gente no recreio e sabia nosso nome.

Eu e Luis André ficamos muito amigos, digo isso porque a gente se falava na saída direto e ele fazia piada das fotos que eu colava para decorar o meu fichário. Numa dessas saídas, não imagino como, peguei um fio de cabelo ruivo dele e colei na agenda.

Uma tarde o Luis André ligou na minha casa e falou: preciso falar muito sério com você, Jana.

Tremi, senti o corpo amolecer, tontura, frio, calor, pernas bambas. Achei que ele ia se declarar e eu ia perder o BV, a gente ia namorar e casar (áries é meu ascendente e adoraria ter um filho ruivo naquela época em que pensava em filhos mesmo sem ter nunca menstruado).

- Jana, tô apaixonado pela Camilinha, acontece que sou BV e ela também, o que eu faço?

Eu estava no telefone de fio, sentada no chão da sala enquanto o vô João gritava para eu desligar porque podiam ligar da Caixa Econômica para falar sobre a poupança, quando recebi essa bomba. Sabe lá de onde, do fundo do meu coração de BV, dei uma dica amorosa pro Luis André. Não lembro qual foi.

Acho que ele e a Camilinha perderam o BV juntos atrás da quadra da escola Coeducar.

O que eu vi nele, ela viu também. O que ele viu nela, não viu em mim. Além disso ela já tinha peitos.

Eu e a Camilinha continuamos amigas, mas melhores amigas nunca mais, depois brigamos por algum motivo, acho que foi a Maria Luiza, que era minha nova melhor amiga mas escolheu ser a melhor amiga dela.

Não sei onde nenhum dos dois está hoje ou o que fazem, mas outro dia lembrei dessa história num táxi voltando do bar, lembrei de tudo, até do brinquinho de argola do Luis André.

ficar em hostel e gostar disso + uma coisa muito legal

Acho que já contei aqui em algum post, mas eu tinha horror a hostel quando fiz meu primeiro “mochilão”, que não envolvia um mochilão e sim duas malas enormes de 30kg cada em um mês de Europa, eu era patricinha destruidora mesmo, viadu! Me hospedava em hotéis, se alguém tentasse me convencer a ficar em hostel, eu soltava logo um “credo, eu não sou pessoa que fica em hostel”.

Minha primeira vez em um hostel foi sem querer, minha amiga Thab ficou encarregada de bookar nossa estadia em Londres e eu, crente que ficaria num hotel de princesa, cheguei em um quarto com 12 meninas e banheirão compartilhado. Fiquei chocada, horrorizada, até sai de lá e fui pra um hotel de rica torrar meu dinheiro sem dó.

Algum tempo depois, em busca de economia (pra viajar mais e mais) comecei a ficar em hostels, mas então percebi que tinha outra questão mais importante que a economia, comecei a amar ficar em hostels, hoje em dia quando fico em um hotel fico super deprê, mesmo quando o hotel é rico. Virei pessoa que fica em hostel!

Mas pra esse relaciô acontecer, tive que fazer do jeito certo, ainda estou aprendendo na verdade, mas basicamente funciona assim:

- Claro que odiei minha primeira vez num hostel em um quarto com 12 meninas, quarto compartilhado não é fácil. Se eu ficava em quarto só meu de patricinha, podia ter sido um quarto compartilhado com 4 meninas pra começar (mas é que naquela viagem não tinha quarto disponível porque decidimos em cima da hora, etc etc).

Hostels geralmente têm todo tipo de quarto: compartilhado com pouca gente, muita gente, só meninas, só meninos e misto. Também tem geralmente quarto pra uma ou duas pessoas com banheiro próprio ou banheiro compartilhado, a escolha depende muito da disponibilidade da data e sua vontade de ficar naquele hostel, do preço também. Se é um lugar onde sou rica e meu dinheiro vale alguma coisa, fico em quarto sozinha e espalho minhas coisas nele inteiro bem mimada, se é um lugar onde sou pobre e meu dinheiro não vale nada, fico no compartilhado. Meu ideal hoje em dia são 4 pessoas no quarto no máximo, os tempos de 10 ou 12 criaturas já passaram, mas tudo pode mudar. Na maioria das vezes fico em quarto de mulheres, mas quarto misto também gosto, já vou falar mais disso.

- Hoje em dia sou pró em escolher hostel de acordo com minhas necessidades, que são: localização ótima, limpeza ótima acima de 85% por favor (depois que peguei micose no pé em um hostel sujo da Rússia, fiquei séria com essa exigência, desculpa sempre conto essa história mas ela é mara), segurança e o que dizem os reviews. Sempre leio as primeiras páginas de Reviews, que são sempre muito reveladoras, porque você pode descobrir nelas muito rápido se a staff do seu hostel é legal ou cheia de gente uó, se é fácil de fazer amigos e conhecer pessoas, se a internet funciona ou se é uma merda, se tem algum problema bizarro tipo ataque de baratas ou fede ou chuveiros ruins (já li todo tipo de coisa em reviews), se o café da manhã é maravilhoso, se é barulhento, se é calmo, infos infinitas. Eu sempre procuro hostel pelo Hostelworld e procuro pelas notas, se estou rica seleciono tipos de quarto sozinha, se estou garota seleciono só para garotas, se estou bróder dos bróder seleciono quarto misto, ou vou pela sorte.

Dependendo do lugar, onde sou pobre por exemplo, procuro pelo preço, que é a maior diferença entre o hotel, hostel sempre é muito mais barato que hotel ou Airbnb, não tem comparação.

- Se você viaja sozinha(o), sua chance de conhecer pessoas aumenta muito ficando em hostels. Essa é outra diferença do hotel, hotel é meio pra ir em família, em casal ou numa turma já fechada, porque sozinha você pode morrer de tédio. O hostel tem essa cultura de conhecer pessoas que no começo eu não entendia direito como funcionava ou ficava tímida, hoje em dia já entendo melhor. Por exemplo, quarto compartilhado é ótimo porque você é obrigada a conhecer aquelas pessoas que dormem ao seu lado e falar com elas, quarto misto acho mais sociável ainda.

Geralmente hostels tem áreas comuns pro café da manhã, jantar, bar, pub ou até pista de dança, que são lugares onde você pode levar seu computador e trabalhar (no momento estou fazendo isso) ou pode comprar uma cerveja e em alguns minutos fazer amigos. Os party hostels, que são esses com bar/balada podem assustar no começo, você pode achar muita bagunça, barulho, loucura, mas depois que você aprende a conviver com eles percebe que são ótimas fontes de amigos de um dia, três dias ou amigos que você reencontra depois, viajando também você percebe que amigos de três dias muitas vezes são tão ótimos quanto amigos de anos que você tem em casa, ou até mais compreensivos e interessados, um alívio muitas vezes.

Já fiz amigos em hostel que ficaram amigos de verdade depois. Também já fiquei em muitos hostels que não fiz nenhum amigo e não falei com ninguém, simplesmente porque não queria e não sou obrigada.

- Mas atenção, porque um hostel pode te sugar e você nunca mais sair dele, principalmente esses com bares e festas, porque você fica o tempo todo em festinha de hostel e esquece de conhecer a cidade ou festas locais ou pessoas locais. Sem problemas também, ás vezes eu estou afim de conhecer locais e ás vezes tô afim de ficar no bar do hostel porque tá legal. No Loki, um hostel famoso de La Paz na Bolívia, eu fui sugada e quase nunca saí, conheci pessoas malucas, legais, engraçadas (algumas ainda falo) saí com elas pra festas malucas/legais/perigosas e no final juro que partiu meu coração ir embora, fiquei pensando que queria morar no Loki!

Tem gente que se hospeda em hostel e fica lá o dia inteiro, conhece mais o hostel que a cidade, tem gente que acorda super cedo e passa o dia inteiro fora e dorme cedo pra aproveitar o dia, tem gente que sai toda noite e fica de ressaca, tem todo tipo de gente, eu acho que já fui todos, depende do humor, da saúde e o que a vida manda, mas cada um que faça o que quiser da sua vida. Sempre!

- Outra forma de conhecer as pessoas e uma facilidade de hostels são os passeios organizados por eles, tipo walking tour pela cidade com um guia, que pode ser de dia ou de noite, envolvendo shots e pubs e bares micão de turista que geralmente esses passeios de hostel levam, mas posso falar, isso também pode ser muito engraçado. Eu geralmente não faço os passeios, algumas vezes tem uns de bicicleta ou que vão para uma cidade próxima, eu sempre faço minha programação sozinha, mas observo que é uma maneira ótima de socializar.

- Ah, a localização dos hostels mais famosos geralmente é central e perto dos picos turísticos e não das coisas mais chiques, cools, da moda da cidade, no começo eu ficava incomodada com isso, mas agora acho ótimo também. Mas se você quer ficar nos bairros mais da moda, tem que procurar pelo bairro quando for encontrar o hostel.

- Nada é perfeito, geralmente a internet é ruim porque tem muita gente usando, por exemplo, mas já me acostumei viajando a nunca contar com internet nesse mundo, não importa o país, a cidade, sempre vai ter treta de internet no hostel, no café, no Mc Donald’s, no hotel ou no seu Airbnb (em casa também, porque se chover cai a Net), aguardo o dia de um mundo com sinal melhor, grata!

Ás vezes você cai na parte de cima do beliche, porque muitos quartos de hostel tem beliche, isso pra mim é a morte, mas tento rir da situação e rezo pra pessoa de baixo ir embora no dia seguinte pra eu descer (sempre dá certo minha reza). Ás vezes não tem ninguém legal no seu quarto ou no seu hostel ou uma pessoa que dorme do seu lado fede ou destrói o banheiro depois do banho deixando destroços pra você. Como tudo na vida, pode ser legal, pode ser uma aventura, pode ser um pesadelo. Mas geralmente, provavelmente, legal, pelo menos comigo.

- O melhor é que as pessoas que trabalham em hostels muitas vezes também são viajantes que trabalham lá para morar neles e morar a cada X meses em um novo país, muitos hostels oferecem esse tipo de emprego pra viajantes e também oferecem estadias em troca de serviços tipo: você fotografa bem, faz fotos pra eles, você é designer, ilustrador(a), faz o site deles, mapas, flyers, desenha na parede, você é jornalista, blogueiro(a), escreve sobre eles, muitas possibilidades.

Em Roma eu percebi que o The Yellow, um party hostel muito legal que fiquei, tinha esse anúncio e comecei a pensar em oferecer meus serviços em troca de continuar viajando, uma vez que estou na Europa com o euro a quase 4 reais e o desespero começou a bater, porque ainda quero ir pra Ásia ficar um tempo, pra Austrália, pra África, socorro!

Mas aí uma coisa muito legal aconteceu, o Hostelworld, que eu SEMPRE falo aqui em todos os posts que uso (e é por onde acho hostel mesmo desde sempre) me escreveu em pessoa dizendo “Quer conhecer alguns hostels e escrever sobre eles?” e eu fiquei louca, claro que quero! Essa pessoa é uma brasileira, que cuida agora do Hostelworld BR e fala em português no Twitter deles com os bródinho, e que me convidou para ir para algumas cidades nos próximos dias (comecei por Copenhagen, de onde escrevo e conto no próximo post).

Deixo vocês com essa imagem que encontrei no meu celular, uma festa de aniversário de uma grega de 18 anos na frente do Coliseu que fui parar depois que o brow do hostel me deu open bar de graça porque me achou legal. WTF vida? Valeu Falowww.

grega

o mito das duas malas

Tá na moda não ligar tanto pra roupa, observando eu acredito que sim. Mas também vivemos alguns anos, pelo menos no Brasil, onde a moda era ser it girl, fazer look do dia e ter muita roupa nova, roupa nova todo dia, cara, mimos, sapatos de salto, bolsas, muitas bolsas e closet. Pensa em 2011, 2012 uma pessoa sendo admirada por milhares só porque ela tinha um closet e pensa agora, em 2015, como ficou cafona alguém falar que tem um closet enorme em casa, que compra um monte. O mundo mudou, o Brasil mudou e o nosso dinheiro vale outra coisa agora, em tão pouco tempo.

Tá na moda se desfazer de tudo que você passou anos comprando com o dinheiro que trabalhou e ganhou. Vestidos, camisas, saias, sandálias, botas, clutch e bolsa de marca e bijuteria e joias fashion não tão caras mas ainda assim caras. E tranqueira, muita tranqueira que compramos. Todo mundo encheu o apartamento de roupa e tralha que não cabia mais e que nem ia usar mesmo, aí ficou legal ter espaço no apartamento e não sair mais comprando tudo igual uma louca e todo mundo começou a repensar esse vício em compras e necessidade de acumular tudo. Ok, posso estar generalizando, mas muita gente repensou sua forma de consumir, as marcas de tecido vintage e sustentáveis começaram a fazer sucesso, ter poucas coisas boas que duram bastante e que sejam mais básicas virou coisa de gente esperta. Pelo menos por onde eu ando tem sido assim.

Aqui em Berlin, cada um se veste como bem entender, é claro, mas percebo que existe tendência, claro. Ano passado por exemplo, eu me achava com minha jaquetinha militar que ganhei da Topshop em 2013 e que todo mundo usava. Esse ano pra onde olho tá todo mundo de camiseta branca ou preta básica, calça preta, tênis e só. Quanto mais básico, mais simples, mais uniforme de todo dia, melhor.

Coincidentemente todas as minhas roupas são básicas brancas e pretas nos últimos tempos, o que me faz questionar se comecei a ser influenciada no ano passado quando estava aqui ou se viver só com uma mala me fez realmente precisar ser simples e básica pra não carregar peso e jamais ter que lavar uma roupa a mão ou mandar na lavanderia. Sou uma fashionista ou tive a sorte de ser uma pessoa que precisa de praticidade e conforto e cruzei com essa moda na hora certa e no local certo?

Todo mundo ama dizer que quer chegar no ideal de ter só duas malas de roupa, muito tem a ver como esse momento de se desfazer de tudo que acumulamos e não parecer a cafona do closet. Mas ter só duas malas de roupa realmente é uma liberdade enorme, pouca coisa pra cuidar, pouca coisa pra guardar, também pouca coisa pra perder, é uma vida super fácil de recomeçar também, quanto menos você tiver menos vai precisar ter.

Eu cheguei no ideia das duas malas, que todo mundo sonha, uma mala tem 23 kg e a outra tem 40kg, são duas malas mas tem muito peso nelas, já aviso que não foi fácil. Pra chegar nas duas malas você tem que repensar suas roupas dezenas de vezes, tem que doar e vender e doar e vender e aproveitar que uma amiga vai na sua casa e gosta de algo e falar “leva pra você” e doar pra prima e pra vizinha e pra moça que trabalha com sua vó e pro centro espírita e vender. Nunca acaba.

Olhe pro seu guarda-roupa que você talvez até ache que não tem nada pra usar e imagine enfiar tudo em uma mala: impossível, você tem muita tralha, é sério! Eu por exemplo tinha um guarda-roupa no meu quarto e um segundo quarto closet, que me faz morrer de rir só de lembrar, afinal porque precisei de um quarto closet? Ah sim, na época não era tão cafona.

No começo eu só doava porque morria de medo de vender e do que iam pensar de eu estar vendendo minhas coisas, iam pensar que eu estava na pior? Que eu precisava de dinheiro? Nossa…

Aí a Ana me convenceu a fazer uma primeira loja no Enjoei, porque eu já trabalhava com eles direto e ok, fiz uma mini loja. Aí caiu a grana na minha conta e eu pensei “quer saber? vou vender mais coisas, eu quero dinheiro mesmo!”.

Gente, agora uma pausa aqui pra falarmos a real, todo mundo quer dinheiro! A Oprah quer dinheiro, a Beyoncé quer dinheiro, o Luciano Huck quer dinheiro, eu quero dinheiro, você quer dinheiro, quem não quer dinheiro tá de parabéns, eu quero sim, quero pagar minhas contas e viajar e comprar comida saudável orgânica e me sentir maravilhosa no treino funcional que custa dinheiro.

Então passei desse primeiro drama que é “nossa, ela tá vendendo as coisas dela, deve estar na pior”. Rélhowww, a pessoa que vende as coisas dela tá na pior? Tá na melhor? Não importa! Ela quer ganhar um dinheiro com aquelas coisas que não usa mais, ou que ainda usa, mas agora ela prefere dinheiro, algum problema nisso?

Me aceitei e em seguida entrei em uma nova fase, depois da minha fase mais sanguinária de querer fazer dinheiro de tudo que eu tinha, a de achar tudo completamente inútil. Mas essa veio de herança de meses com a mesma mala de 23 kg e nem assim usando ela inteira, quando cheguei em SP e vi malas que eu deixei escondidas com roupas que eu achava maravilhosas e que “com certeza ia usar” percebi que não queria nada daquilo, não usaria nada daquilo e algumas já nem achava mais maravilhosas assim.

Entrei então no momento “não quero nunca mais ter nada, nada que pese, nada que me dê trabalho, nadaaaa”. O que é um pouco difícil também, porque como já disse, nós temos MUITO e é infinito o número de coisas que temos dentro da nossa casa, se você já mudou alguma vez e colocou tudo em caixas se ligou sobre como somos doentes e acumuladores mesmo quando achamos que não somos.

Mas mesmo assim, fiz mais algumas vezes de vende, doa, vende, doa, vende, doa, obriga uma amiga a aceitar uma roupa, uma maquiagem, um produto de beleza, uma tralha, um quadro, um livro, um dvd, ufa, quase cheguei lá.

Tenho oficialmente duas malas, o sonho de muitas pessoas. 70% do que tem nelas não uso e talvez não vá usar, estou analisando. Lado bom, tenho poucas coisas, lado ruim, não é tão fácil me virar em momentos específicos como uma festa chique ou um casamento ou um trabalho que precise ir arrumada, mas por outro lado acho que resolvi indo sempre com a mesma roupa em todos e todo mundo já entendeu que é isso aí. Minha mãe já me pediu muitas vezes para eu comprar umas roupinhas, porque não aguenta mais as minhas. E claro que até hoje umas pessoas me dão umas roupas e uns sapatos, o que eu acho o máximo porque na maioria das vezes super uso e quando me mandam uma roupa 36 tamanho Kendall Jenner zuando com a minha cara, eu vendo sem dó na minha loja do Enjoei, respeitem meu corpo fazendo o favor.

Minha mala para esse tempinho aqui em Berlin tem 23 kg, mas digamos que tranquilamente 10kg é de maquiagem, cremes, shampoos e livros. O resto em roupa. Mas porque isso? Porque eu ainda tenho tanta maquiagem e creme da era it girl, que decidi usar todos os dias tudo pra acabar com tudo (também dei muitas pras amigas e obriguei minha irmã a usar um monte de coisa na cara dela). Mas assim, apesar de ser a pessoa mais cheirosa do mundo atualmente, não usei nem 10% dessas maquiagens e desses pincéis, talvez comece a distribuir por pessoas que vou conhecer em hostels em breve. Livro eu sempre tenho esse sonho de que vou viajar com vários e ler um por dia e depois leio um em 2 meses e fico o resto do tempo de ressaca, tem meus sapatos que são um tênis de corrida, um Vans, um sapatinho de pano tipo espadrille que ganhei e uma Havaiana e tem uma calça jeans, dois shorts, uns vestidos e muitas camisetas, tudo básico, tô super na moda como já deixei aqui muito claro. Isso são 23kg. Parece pouco mas 23kg pode deslocar seu ombro carregando por muitos andares, principalmente se você estiver virada de uma balada.

Outro dia, observando as pessoas nas festas e na rua me deu uma vontade de comprar umas roupas novas e ser misteriosona igual a elas – tudo preto, claro – e aí comprei umas roupinhas, tipo 4 roupas. Entrei em crise porque já não aguento mais metade do que eu trouxe e não vejo a hora de chegar em São Paulo e vender tudo. O bom de não se apegar nunca mais a nenhuma roupa e não querer ter nada é que você não vê a hora de fazer a fila andar e pode ir adaptando seu estilo o tempo todo, entra um sai outro, no fundo é como se tivesse sempre roupa nova, jamais me enjoo de algo que eu tenho porque nada mais dura muito tempo, tipo a moda.

Então caso você queira viver o mito, o sonho de ter duas malas, saiba que é possível sim, mas se desfazer de tudo dá mais trabalho do que comprar tudo. E não é vergonha alguma se desfazer das suas coisas vendendo, pelo contrário, pegue esse dinheiro e vá viver a sua vida correndo. Está na pior quem tem uma casa cheia de coisas acumuladas e roupas que não usa penduradas em cabides organizadinhos demais, pelo menos eu acho.

alyssa, la dark

Conheci um italiano em Nova York que me chamava de Alyssa, la dark, achei que deveriam saber.

Todos os direitos desse nome de Drag Queen agora são meus

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