Jana Rosa

Once – um app de paquera que promete trazer a magia da vida pro seu celular

Eu já tô ficando especialista em testar os aplicativos de paquera, gente! Quem vê pensa que eu estou por cima ou será que me chamam pra testar pra me dar uma indireta? Ai meu Deus, deixa pra lá. Agora testei o Once, um novo app de relacionamentos que chegou no Brasil e ele é bem diferente de todos que eu já tinha visto.

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A ideia do Once é te mostrar apenas uma pessoa por dia, eles querem trazer a magia pros encontros online. Todos os dias um time que trabalha no Once seleciona duas pessoas que combinam baseados nas preferências que você coloca ao se inscrever e nas pessoas que você curtiu ou não curtiu, então o “time de cupidos” trabalha um casting especial pra você na busca do seu boy, da sua mina, do seu amor.

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Olá João 1,84

Às 12 horas o Once entrega pra você uma sugestão que pode ser o amor da sua vida e um cronômetro começa a contar suas 24 horas pra conversar com a pessoa se quiser, nessas 24 horas vocês podem se falar e vocês só vão ter a opção de falar um com o outro, tipo uma exclusividade online e se for legal o papo, passam os contatos e continuam fora dele quando o tempo acabar.

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Tem outra coisa diferente nele, você pode fazer o perfil sem precisar do Facebook conectado, mas quando subir suas fotos elas serão verificadas por uma equipe primeiro, que vai checar se não é um fake ou algo ofensivo.

Eu baixei faz uns dias, demorou algumas horas pra verificarem minhas fotos e desde então me indicaram uns moços, um por dia mesmo, ainda não apareceu nenhum do meu agrado até o fechamento desta edição, mas também estou num momento misterioso e prefiro não dar mais detalhes pois sou misteriosa. O que achei legal é que todas as vezes que você recusa alguém ele te dá a opção de indicar a pessoa pra uma amiga ou amigo, quem nunca achou alguém que é o número das migas nos apps?

Você pode baixar o Once pela App Store ou Google Play, clicando nesse link. E já sabem: sou canceriana e amo o amor, se der certo por aí me escrevam uma cartinha contando. Boa sorte e que 2016 traga esse match de uma vez. Papai Noel, nunca te pedi nada!

 

Bastidores do pós ano sabático

Vamos falar francamente sobre quando acaba uma grande viagem ou um tempo sem trabalhar. Tá bom, tá cheio de gente que fica famosa na internet porque revela os verdadeiros bastidores disso aí tudo e eles mostram que a bem da verdade é que ninguém é 100% feliz e que é tudo meio fake. Mas gente, vocês ainda tinham dúvidas?

Toda vez que eu vejo uma linda foto de instagram ou de qualquer coisa meu coração dispara “eu preciso ir para esse lugar”, “eu preciso voltar para esse lugar”, “eu preciso morar nesse lugar”. Nem eu lembro o que é sair de casa ao certo, porque agora já faz uns meses que estou em casa (São Paulo, minha casa).

Mas minha mãe me falava desde criancinha: não importa para onde você vá, se não se sente bem com você, vai continuar não se sentindo bem com você. Eu só entendi totalmente quando estive nos lugares mais lindos e no meio das fotos mais incríveis sentindo um coração partido ou uma gripe fudida ou uma diarréia ou uma infecção urinária. Alguém se importa? Mesmo com as piores lembranças, que com certeza tenho de todos os tipos, eu aproveitei muito mais do que sofri. Mas a volta, essa não tem como dizer que é melhor do que a partida.

E olha que de todo o meu pessimismo escuto “Mas como você poderia estar na pior se lançou agorinha um novo livro?” ou se curte muitão ou se sei lá o que. A volta não é fácil. Nem a vida, a gente sabe…

Quando você viaja por um tempo enfrenta a falência e não falo da falência do dia a dia que é ganhar mal e só se fuder, é algo bem patricinha de juntar um dinheiro, ficar curtindo por aí e torrando tudo em shots com gatos australianos e de repente perceber que não tem nem como comprar um croissant na conexão do aeroporto e dorme no chão do portão H77 sem ver a hora de chegar na casa da mãe. It girrrl problems. Perceba que esse texto se desconecta da realidade da vida e da realidade do Brasil, vamos relaxar aqui um momento, tô falando com quem pergunta: mas o que acontece quando largo tudo e vou viajar muito por aí?

A grande continuação de largar tudo e viajar é voltar para sua cidade onde pouca coisa aconteceu e talvez uma crise tenha acontecido e perceber que talvez não role mais arrumar trampos fáceis, para descolar aquela passagem pro próximo destino que já contava muito e combinou com gringos de curtir adoidado.

* também existe a opção viajar e arrumar um trampo e nunca mais voltar e também a opção viajar e casar e ser feliz pra sempre e pessoas que jamais voltarão porque sei lá e filhos de pais ricos que pagam tudo para sempre sem precisar fazer nada, esses casos que comentamos em rodinhas são muito únicos, sou grande fã.

No menor dos problemas da humanidade, existe esse de ficar sem freela, sem trampo, sem um aquézinho no fim do mês, nem pra ir tomar cerveja e apavorar no buteco da esquina e nem pra continuar viajando na vidaloka e humilhando os mortais. Essa pode ser uma verdade do viajante de coração.

Talvez o bom viajante saiba que as coisas acontecem em temporadas, porque temos esses momentos 100% pobrecitas. E esses momentos pobrecitas vem junto com dramas nunca antes vivenciados por gente privilégios patys como tratamentos dentários inesperados, cistos no ovário, cartões cobrados duas vezes que o Itaú nunca responde o que fazer, cupim na sua casa temporária, empréstimos para amigos e parentes, todos seus ex chefes te odiarem, seu celular cair na privada, o computador pifar, etc infinito (ainda em clima de vamos relaxar e falar loucurinhas).

Comigo o pós sabático vem cheio de todos os dramas + cheio de perguntas “Do que você vive?”. As pessoas amam me perguntar isso. Não é meio deselegante? Eu acho bizarrão. Mandam inbox no Facebook, mandam tuíte, perguntam na balada, olha que louco. Eu respondo que vivo de freelas roubada, não deixa de ser um pouco verdade. Quando você volta meio que ainda tem a ilusão de uma vida cheia de cruzar oceaninhos e fazer conexõezinhas e pouca responsabilidade. Vem me chamar para algo de segunda a sexta em horário comercial para sempre, vou te dar um soco.

Mas a minha experiência – e é sempre sobre ela que falo porque nunca vivi outra, pelo menos nessa sóbria dimensão – é essa de viajar e gastar tudo na falta de maturidade e nas surpresas que acontecem e depois implorar por freelas e trabalhos e qualquer coisa que rolar. É muito louco esse esquema Brasil onde pedir trabalho é meio que uma vergonha, tanto é que quem não tem um trabalho famoso e que apareça na TV Globo ou com milhões de views no Youtube todo mundo faz biquinho de “num deu certo sua vida, aaaahhh”, só que são mais de 99,9% das pessoa comassim.

Gastei cada centavo que juntei, eu juro! Que bom que sou eu contando porque quando ainda tinha um dinheiro fizeram um fake no instagram para me dizer que eu tinha gastado tudo e estava pobre e eu nem estava, agora sim eu estou e já faz um tempo. Ninguém precisa fazer um fake mais, eu mesma te conto que gastei tudo em passagem, em euro, dólar, dinheiros que não lembro o nome, comidas estranhas e congeladas de postinho 24 horas em países que nem sei até hoje como se diz BOM DIA e cachaça, olha só. Pedi um empréstimo para minha mãe pra pagar um cartão de crédito aí e mandei uns emails pedindo freela de matérias de revistas, sites, roteiro, qualquer coisa que aparecesse. Muita gente me ignorou, alguns me chamaram porque nunca imaginaram que alguém que vive largando tudo e viajando precisa de dinheiro. Sim, nós somos os que mais precisam, porque temos metas reais tipo chegar em Cape Town até o final do ano. No começo eu morria de vergonha de admitir que precisava de um emprego, depois lembrei que todo mundo precisa e passou. Ué, eu também preciso! Você também, a não ser que seu pai seja esse ricão que falei que paga suas viagens e sua vida pra sempre, mas pais não são eternos.

Os bastidores do pós ano sabático são bem mais tristes do que mostram em notícias de portais de viagem, falta trabalhos, dinheiro, você provavelmente vai estar sem casa, decide nunca mais viajar para não sofrer o trauma de ficar na pior depois e ninguém acredita mais que você é uma pessoa séria que pode se prender a uma cidade ou emprego sem sair correndo um ano depois no primeiro sinal de dinheiro economizado. Mas são maravilhosos bastidores porque na pior você descobre quem são seus verdadeiros amigos e eles são sempre aqueles que te pagam uma porção de pastel quando você não pode nem bancar uma breja, são os que falam que você fez tudo certo e que agora vai recomeçar mesmo e vai dar mais certo ainda.

O mais maravilhoso dos maravilhosos me aconteceu, entre trabalhos legais e roubadas e pobreza real oficial comecei a juntar dinheiro de novo. Nem sou o maior exemplo de juntar dinheiro, eu gasto tudo no bar e em idiotices, mas juntei um dinheirinhoinho que pode virar um bom dinheiro com o tempo e por bom dinheiro quero dizer uma viagem muito loka, uma nova história que vou voltar querendo compartilhar e ninguém vai querer saber (como toda viagem).

Que sofridos os bastidores do pós ano sabático, são sim. Mas perto de todos os problemas da vida eles são fichinha, até me sinto mal vendo a timeline do Facebook e escrevendo sobre isso aqui e acabo pensando menos neles e mais na vida real hoje em dia, mas esses pequenos dramas bobinhos também fazem parte da vida. E depois de estar na piorrrrrr conceitual a gente aprende a dar muito valor pra tudo mesmo e cria novas esperanças, principalmente na hora de sonhar de novo com uma Tailândia tão distante mas possível. E hoje até pedi comida tailandesa no almoço pra comemorar os primeiros reais que juntei.

 

 

 

Já faz um ano

Que um senhor chamado Carlos me disse às 2:09 da madrugada no Atacama que “El amor tiene que ser clandestino”.

17/11/15 23h

Acabou de decolar um avião de uma passagem que comprei e não fui porque não quis.

Um hostel NY (ou 10 dicas para curtir NY mesmo pobríssima)

Como vamos fazer para viajar com esse dólar? Se perguntam todos os viajantes e os não viajantes que querem ser viajantes em breve.

Posso me considerar uma sobrevivente, acabei de passar uma semana em Nova York no dólar a mais de 4 reais e venho aqui para dizer: aconteceu, sobrevivi!

Nem todo mundo vai querer se aventurar a ir para os EUA nesse momento, mas tem gente que vai continuar indo. As pessoas nunca deixarão de ir para Nova York, as pessoas AMAM Nova York, SONHAM com Nova York. E pode acontecer de você ter comprado sua viagem faz tempo, de só ter férias agora e decidir se jogar, de precisar visitar alguém que ama ou ir até lá a trabalho, o sonho de NY sempre estará vivo.

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Cada um com seu sonho de NY

Minha experiência Nova York pobríssima foi muito interessante. Pra começar, sempre achei que eu era pobríssima em Nova York, mas eu chegava naquele dólar que não passava de 2,50 e comprava a farmácia inteira, comia tudo o que tinha vontade sem pensar duas vezes, comprava roupas em fast fashion (meu nível de riqueza), pegava táxis para cinco baladas na mesma noite (jovem clubber) e fazia um carregamento de shampoo de patricinha, bons tempos.

Só agora notei que eu era riquíssima em NY, pois finalmente conheci a minha versão pobríssima. E olha, a versão pobríssima foi legal, porque tive que me divertir e ocupar o tempo de outra forma que não COMPRANDO, eu apenas vivi e viver é tudo (sou positivona).

Para começar essa mini temporada que teve a NY Art Book Fair no MoMA PS1, que eu queria muito ir e ver minha amiga Bia com a mesa da Feira Plana, me juntei aos meus parças do HostelWorld Brasil pra conhecer um hostel em NY. Sim! Tem hostels em NY e eles são ÓTIMOS! Uma vez fiquei em um maravilhoso que já não existe mais e agora conheci o New York Loft Hostel, que fica em Bushwick, no Brooklyn. Esse hostel é muito bom e vou começar escrevendo sobre a experiência nele.

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Vamos aos fatos então sobre como economizar em NY.

1- Fique em um hostel! Hospedagem em NY é a coisa mais conhecida por ser muito, MUITO, cara. E ficar em um hostel é muito barato comparando com as outras opções. No New York Loft Hostel fiquei em um quarto misto de quatro pessoas, o preço é R$198.97 (nesse momento que coloco o post no ar), um valor muito bom pra NY – ainda mais em tempos de crise. As pessoas eram sempre limpas e educadas no quarto e nosso banheiro era bom e limpo (eu amo limpeza, vocês sabem), teve uma menina uma noite que chegou muito bêbada e causou muito, mas apesar dos dois meninos ficarem com raiva eu achei engraçado, sei lá, uma história para contar. Tudo certo.

Mal fiquei no hostel porque acordava e saía, mas ele tem uma área externa fofa, onde também acontece o café da manhã, que é bem americano básico com café, bagel, pães, pasta de amendoim e geléia, cereais e frutinhas.

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Esse hostel tem também um bar no porão que tem festa todos os dias e DJs ou shows ao vivo. Os jovens agitam real, principalmente quando chegam de outros bares e baladas. É um hostel jovem e fácil de conhecer pessoas.

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É muito perto do metrô e seguro de andar por ali a noite, não senti medo. Também no caso de medo, dá pra chamar um Uber que chega sempre em 30 segundos em NY (I <3 Uber). Só a internet que não funciona direito no New York Loft Hostel, tem que usar na recepção e algumas vezes até lá cai, fico torcendo pra eles resolverem isso logo porque é impossível pra quem viaja não ter internet pra mandar mensagens, ver o mapa, ver o Foursquare, stalkear o instagram do ser amado, etc.

E uma vez que já economizou na estadia, sobreviva nesse dólar milionário sem sofrer:

2- Coma baratinho. Essa é a mais difícil de fazer, porque tem muita coisa deliciosa e gordinha pra comer em NY e se você for com amigos ou encontrar amigos sempre vão acabar jantando e almoçando em lugares mais “carinhos”. Você pode comprar itens no mercado e COZINHAR NO HOSTEL, pode comer pizza de 1 dólar, pode comer dógão na rua. Se quiser muito ir nos diners e restaurantes fofos que achar no caminho e não quiser sentir tanta culpa, lembre-se que convertendo em 4 reais tudo, o preço vai ficar tipo os de São Paulo, cidade muito cara do Universo.

3- Use muito o metrô, o táxi e Uber convertidos são os olhos da cara. Tá certo, falei do Uber lá em cima, mas é pra momentos de urgência ou medos da madrugada, compre o bilhete do metrô dos dias que for ficar e use muito, ele chega em quase toda esquina, afinal.

4- Beba pouco ou beba em casa antes de sair ou beba opções baratas. Ou invista tudo o que tem em bebida, se estiver precisando tomar um porre eu realmente entendo, quem sou eu pra julgar. E lembre-se que quando estamos bêbados nos sentimos ricos, talvez seja essa a melhor saída pro momento atual.

5- Não vá nas baladas que pagam pra entrar. Encontre as que a entrada é de graça, os bares com música ao vivo e dj também. Para isso use o Foursquare e a internet ou a dica 10.

6- Não pise perto de lojas. Basicamente não vá para Manhattan ou vá e não chegue perto de ruas e bairros cheios de lojas. Se não chegar perto nem vai ver uma bota que vai sentir que morrerá se não comprar, o que os olhos não veem o coração não sente.

7- Cuidado com farmácias! Sim, nós precisamos de tudo que tem naquelas farmácias americanas, sim parece barato, mas infelizmente nesse momento tá tudo vezes 4, então cuidado com elas (digo isso, mas eu mesma caí semana passada, não aguentei)

8 – Descubra os brechós. Vai fuçando em guias online e instagrams e Foursquare até achar os brechós tipo galpão cheeeeios de roupa, onde as peças de 15 dólares são as mais caras e investimento da temporada. E ache várias de 5 dólares ou menos.

9 – Faça passeios gratuitos, vá ao Central Park, ande no High Line ou descubra os dias que os Museus são de graça. Ou melhor, descubra os dias que muitas outras coisas são de graça, até comida ou bebida, entenda no próximo tópico.

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10- Compre esse livro: Guia Broke-Ass Stuart para viver com pouco dinheiro em Nova York. Quando cheguei em NY a Bia me deu de presente e fiquei encantada por ele, as dicas são divididas pelos bairros, além do autor ser um malucão que escreve de um jeito muito engraçado. Tem lista de lugares para curtir, comprar, comer, beber, dançar, ver show, tudo barato. E livro é o maior investimento da vida, comprem livros!

Stalkeie o New York Loft Hostel
Reserve: http://t.brazilian.hostelworld.com/hosteldetails.php/The-New-York-Loft-Hostel/Nova-York/27128
Facebook: https://www.facebook.com/NYLOFTHOSTEL
Twitter: https://twitter.com/NYLHOSTEL
Instagram: https://instagram.com/nylofthostel/

 

Pra finalizar, bacon, pão, queijo e ovo e tomate e café e amor:

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Scarlet define tudo

Conhecemos Scarlet em um bar em Berlin, ela disse em português:

Eu sou muito louca
Muito gentil
E muito louca

Compre o seu Enfim, 30

O “Como ter uma vida normal sendo louca” ganhou um companheiro! Eu e a Camila Fremder escrevemos outro livro juntas pela Editora Paralela! “Enfim, 30 – um livro para não entrar em crise” já está nas livrarias de todo o Brasil e também vende online!

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Ah meudeussss que capa mais lindaaaaa!!! Mas o livro é muito legal também, viu.

***Lembrando que queremos MUITO viajar pelo Brasil encontrando as leitoras e os leitores, mas isso depende também das livrarias nos convidarem, então se você trabalha em uma livraria, agita aí pra levar a gente (meu email é jana@janarosa.com.br, esperamos convites maravilhosos).

Compre já esse livro que além de lindo é MUITO LEGAL:

Na Livraria da Folha

Na Cia. dos Livros

Na Saraiva

Na Cultura

Hostel em Berlin – Alcatraz Backpacker Hostel

No fim dos meus dias de euro, fui me despedir de Berlin, essa cidade que já contei aqui que amo tanto. Sempre me perguntam sobre hostels em Berlin nas redes sociais ou no email, mas só tinha ficado em hostel anos atrás, na minha primeira visita e acho que aquele nem existe mais.

Então como fiz essa trip conhecendo hostels com o Hostelworld, aproveitei esse tchau pra conhecer o Alcatraz Backpacker Hostel, em Prenzlauer Berg.

Alguns hostels famosos de Berlin ficam em Mitte, o centro da cidade ou perto do metrô Warschauer, onde muitos jovens vivem a vida noturna (sdds juventude), Prenzlauer Berg é um bairro fofo, perto dessas duas “regiões”, só que cheio de restaurantes e bares e ao mesmo tempo cheio de famílias e jovens e predinhos lindos e biergarten e ruas que te valorizam – como eu chamo lugares bonitos que te deixam parte de uma cena bonita. Se tem um lugar que tenho até medo de ficar muito porque vai me dar vontade de viver uma vida linda em Berlin, esse lugar é Prenzlauer Berg.

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bairro fofo

Agora mais sobre o hostel e sobre o bairro:

- O Alcatraz fica muito perto do Mauerpark, que tem feirinhas e o karaokê ao vivo famoso de fim de semana, quem nunca foi tem que ir, dessa vez eu acabei nem indo, mas é um passeio fofo e perto dele tem mais restaurantes e bares pra visitar.

- Metrô, ônibus, tram, todos os transportes ficam a poucos metros e chegam na cidade inteira, é muito fácil. Ir pro aeroporto de lá também é muito simples e dá pra ir a pé pro Mitte em poucos minutos e é uma caminhada delícia.

- O hostel fica numa parte MUITO segura da cidade, que já acho muito segura, mas Prenzlauer acho um pouco mais segura, acho que deu pra entender depois de falar a palavra “segura” tantas vezes.

- Além dos muitos restaurantes, sorveterias, cafés e lojinhas perto, tem mais lojas e cafés e restaurantes logo ali no Mitte, além dos museus e de grande parte do rolê turístico, dá pra fazer tudo a pé ficando no Alcatraz. Ou dá pra ir de bike também, porque dá pra alugar bikes no hostel.

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quintal fofo

- O Alcatraz não é um party hostel, é um hostel tranquilão, em um bairro que eu acho bem tranquilão. O que é bom em Berlin, que é uma cidade fácil de ficar maluca o tempo todo, ter uns minutos de paz é bom também, pelo menos pra curtir uma ressaca.

- Fiquei em um quarto sozinha que tinha um banheiro compartilhado com um quarto de um casal, limpeza ok, banheiro ok. O preço de um quarto sozinha é R$ 146,26 em um quarto misto de quatro pessoas R$64,01, achei bom esse preço hein.

- Tem cafá da manhã que pode ser pago todo dia antes de comer, mas não provei porque quis aproveitar os cafés do bairro e os brunchs maravilhosos que tem ali perto.

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também tem happy hour

- O hostel tem uma recepção que fecha 1 da manhã e uma sala comum, depois disso você tem a chave pra entrar. Também tem um quintal que as pessoas usam pra comer – podem usar a cozinha para preparar refeições - e beber, conversar, usar o computador.

- As pessoas que trabalham no Alcatraz são uns amores, acho que de todos os hostels que conheci nessa temporada foram os mais legais (tá bom, junto com os maravilhosos da Croácia), prestativos e “conversadeiros” trocaram várias ideias comigo, super simpáticos. Única pena é que a internet só funciona nas áreas comuns, hellow gente como assim que mundo é esse que a internet não chega em todos os cantos, ajudem as irmãs que trabalham do computador.

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sala pra usar a internet

Quem ficar no Alcatraz depois me conta se não quis mudar pra Berlin e morar nesse bairro com uma vida tipo filme e cabelos ao vento.

Stalkeie o hostel:

Alcatraz Backpacker Hostel 

No Facebook

Hostel no meio do fervo – Maverick City Lodge, em Budapeste

Budapeste foi a surpresa da minha vida. Que cidade incrível, rolou o maior arrependimento quando cheguei e percebi que só ia ficar dois dias, porque realmente queria ter ficado mais, mas nesse tempo tão curto consegui ver quase tudo o que queria e consegui me divertir muito, meu que cidade é essa? A galera curte nível pesadão.

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O Hostelworld me mandou pra conhecer o Maverick City Lodge, um hostel que fica localizado no meio do fervo. É que Budapeste é uma cidade famosa também pelos party hostels malucos e pela vida noturna e pelo que entendi muita coisa acontece no centro, então esses hostels ficam perto de muitas baladas, pubs e bares, pelo menos era no meio disso tudo que eu tava.
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O Maverick do lado de fora
Nos meus dois dias em Budapeste, andei muito pra ver a cidade e tudo o que conseguisse, também andei muito para comprar roupas, já que a Vueling perdeu minha mala e eu cheguei só com a roupa do corpo, um look impossível de usar, tava fazendo 37 graus. Então sem mala e sem roupas, aproveitei pra nadar, porque Budapeste tem os famosos banhos termais e piscinas lindas com água quente, fria, com sauna, que você pode pagar pra usar. Melhor coisa pra fazer com 37 graus na cabeça, fora que são lugares lindos, onde você se sente meio num filme.
Uma notícia maravilhosa, além de Budapeste ser uma cidade linda, cheia de jovens e pessoas lindas pelas ruas e cheia de festas, muitas festas, é uma viagem barata. Fiquei em um quarto misto de quatro pessoas, o valor é entre R$65 e R$ 77,19 porque no fim de semana é mais caro. Comida e bebida, pelo que entendi também não são caros, mas não posso dizer com certeza, uma vez que sou a louca da conversão e a moeda lá é o Florim, também naquele esquema de 400, 5000 que me confunde demais, a ponto de ter ido embora cheia de moedas na bolsa, que não sei se sou uma milionária ou se não valem nada, mas talvez tenha que voltar lá pra gastar tudo.
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Agora aquelas infos sobre essa mini passagem nadadora:
- O Maverick é um hostel super bem localizado mesmo, além de todo o fervo perto eu fiz tudo a pé ou peguei metrô e ônibus MUITO fácil, muito amor por cidades fáceis de se encontrar. Quando chega a noite, as ruas em volta do Maverick lotam de pessoas saindo, indo pra algum bar, são grupos enormes de jovens, que imagino que estavam maiores ainda porque era o verão europeu e eles viajam muito nessa época.
- Os serviços do hostel são ótimos, eles super prestativos pra te ensinar a pegar um transfer do aeroporto ou para ir pra ele, a andar pela cidade, dar dicas. Também teve uma noite de degustação do drink local (que esqueci o nome, talvez por efeitos de drink local) enquanto eu tava lá.
- O Maverick não é um party hostel, mas não vejo problema nisso, já que ele fica a alguns passos do Szimpla, um pub famoso e enorme de Budapeste que tem até fila pra entrar e acho que foi o lugar mais fácil de conhecer pessoas que já fui. A cada passo que você dá alguém puxa assunto com você e é meio loucura tudo o que pode acontecer. Quando ele fecha, todo mundo vai andando pra outros lugares ou festas, com a turma que já estava antes misturada com a turma que acabou de fazer ali. Os bares dos “locais” também ficam perto pelo que me explicaram, mas nunca cheguei neles.
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- A internet do Maverick é ótima, funciona em todos os lugares, meu único momento não muito feliz foi o banheiro do meu andar, que apesar de grande é um só pra todas as minas e que fica quase o dia inteiro um caos. Depois da experiência da limpeza em Dubrovnik, acho que se eles repensassem o esquema de horários para limpar o banheiro seria perfeito.
- Não provei comidas típicas, só drinks mesmo, esse é o nível do passeio. Ah e no hostel tem uma cozinha compartilhada que todo mundo pode usar, mas não tem café da manhã, ia esquecendo de dizer.
- Quase perdi o voo na hora de ir embora por motivos de loucurita, perdi o shuttle pro aeroporto, foi muito intenso, se for pra Budapeste não marque seu voo de manhã, que cidade! Quero muito voltar um dia mas tenho até medo de não ser tão legal como dois dias conseguiram ser.
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Stalkeie o hostel:

Maverick City Lodge

Site: http://www.brazilian.hostelworld.com/hosteldetails.php/Maverick-City-Lodge/Budapeste/82182

Facebook: http://www.facebook.com/mavericklodges

Twitter: http://twitter.com/mavericklodges

Instagram: http://instagram.com/mavericklodges/

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